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Brasil Aliados querem que Michel Temer deixe a articulação política do governo

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Aliados do vice-presidente têm buscado diálogo com líderes da oposição e de grupos que estão divorciados de Dilma (Foto: Gláucio Dettmar/AD)

Integrantes do grupo político do vice-presidente da República, Michel Temer, no PMDB passaram a pressioná-lo para deixar a articulação política do governo Dilma Rousseff. A saída de Temer do posto já havia sido pregada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que lidera sua própria ala na sigla. Agora, no entanto, a mudança de posição passou a ser defendida pelos principais interlocutores de Temer.

Segundo pessoas próximas a Temer, a ala de entusiastas da sua saída do posto de articulador político do governo conta ainda com o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, e o ex-ministro Moreira Franco. Esse grupo esteve reunido com Temer na noite de segunda-feira (06), no Palácio do Jaburu, em Brasília. As conversas foram até a madrugada. Esses interlocutores avaliam que Temer deveria assumir um papel de “estadista”, articulando uma saída para a crise com setores que atualmente estão em conflito com o governo Dilma.

Aliados do vice-presidente têm buscado diálogo com líderes da oposição e de grupos que estão divorciados da petista, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O próprio Temer tem conversado discretamente com nomes como o senador José Serra (PSDB-SP).

A oposição aposta em duas frentes para ter base jurídica para formular um pedido de afastamento de Dilma do poder: uma condenação no TCU (Tribunal de Contas da União) pelas chamadas pedaladas fiscais ou uma condenação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014.

No primeiro caso, apenas a presidenta ficaria vulnerável ao impeachment. Uma condenação eleitoral, no entanto, poderia contaminar toda a chapa da disputa presidencial, o que implicaria o risco de afastamento de Dilma e Temer. Folhapress) 

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