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Economia Alta dos juros para conter a inflação ameaça crescimento econômico

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Disparada de 11,75 pontos percentuais da taxa Selic desestimula o consumo, freia produção e já reflete nas previsões de crescimento do PIB em 2023

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Taxa média dos juros cobrados por instituições financeiras no geral subiu de 33,8% em dezembro para 39% em junho, maior patamar desde abril de 2018, quando a média chegou a 40,6% ao ano. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A trajetória que levou a taxa básica de juros ao maior patamar dos últimos seis anos para segurar o avanço da inflação pode ter um efeito perverso no desempenho da economia brasileira. O movimento ocorre com o menor estímulo para as famílias consumirem e já reflete nas expectativas de crescimento para 2023.

Desde março do ano passado, a taxa Selic disparou 11,75 pontos percentuais, de 2% para 13,75% ao ano. O ciclo pode ainda não ter chegado ao fim e parte dos analistas do mercado financeiro e o próprio Copom (Comitê de Política Monetária) já admitem um novo ajuste dos juros em 0,25 ponto percentual na reunião de setembro.

“O Comitê avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião. O Copom enfatiza que seguirá vigilante e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas”, ressalta o documento que comunicou a nova alta dos juros.

Para Vitor Nery, analista de renda fixa, um novo ajuste da taxa básica de juros para o patamar de 14% ao ano terá um efeito pequeno perto do impacto já causado pela política monetária contracionista desde março do ano passado.

Nery explica que existe agora a necessidade de observar o período de manutenção dos juros em alta, o que representa um “freio forte” para o desenvolvimento da atividade econômica. “Embora consiga reduzir a inflação, uma taxa Selic elevada, se prolongada por muito tempo, causa um atraso econômico e impactar fortemente o PIB”, afirma.

Com o possível cenário de manutenção da Selic em um nível elevado por um período prolongado, o mercado financeiro começou a derrubar a expectativa de alta do PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todos os bens e serviços produzidos no País. Somente nas últimas quatro semanas, a expectativa de crescimento para o ano que vem caiu de 0,5% para 0,4%.

As avaliações levam em conta que os juros maiores tornam o dinheiro mais caro, encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento pelas famílias. “As pessoas que desejam movimentar a roda da economia vão pensar duas vezes antes de tomar um empréstimo mais caro”, ressalta Nery.

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4 Comentários
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Lecino Ferreira Silva
8 de agosto de 2022 19:38

Falou o escecialisPTa ou seria um analisPTaHuá? O mundo inteiro em queda e o Brasil na contra-mão: CRESCENDO. huáhuáhuáhuáhuáhuá…gargalhando até até Janeiro de 2.027 quando o Flávio Bolsonaro for eleito e assumir, tomando o lugar de seu pai #bolsonaroreeleitonoprimeiroturno….huáhuáhuáhuáhuáhuáhuá

Simeão Brasil
7 de agosto de 2022 23:11

O capitalista não investe o seu dinheiro quando a taxa de juros está alta por 2 principais razões. A primeira é porque o tetorno tem que ser, no mínimo, superior a 20% a SELIC. Ninguém arrisca dinheiro pra ganhar menos do que esses 20 por cento. Então é melhor não correr riscos e colocar o dinheiro no mercado financeiro de renda fixa e/ou variável. A segunda é porque juros altos inibe o consumo à prazo, incentivam a poupança e, portanto diminue a demanda. Logo, aos olhos do capitalista, o risco do investimento é maior pela demanda reprimida, o que noutra… Leia mais »

Lecino Ferreira Silva
8 de agosto de 2022 19:33

Os especialisPTas e analisPTas esquerdopatas não sabem nem onde fica seus devidos cools para higienizá-los e querem dar pitacos? Ora bolas, vão tomar nos seus devidos finais de intestinos, pô!
Nada mas, absolutamente nada está impedindo o crescimento economico do Brasil; nem a pandemia, a esquerda e rpincipamenPTe a mídia marrom-cocô!
#bolsonaroreeleitonoprimeiroturno
#pauloguedesomelhor

Simeão Brasil
8 de agosto de 2022 21:54

Muito bom! Não entendeu nada! Tempos atrás escrevi no Jornal do Comércio sobre a importância do ensino de economia no final do ensino fundamental! Lembro que também defendi o ensino do direito. Considerava, e ainda considero, que são duas matérias obrigatórias para a alfabetização plena e que, aliás, é a finalidade do ensino fundamental, como o próprio nome diz. Claro que recebi críticas, bem como elogios! Normal para quem expressa a sua opinião ao público. Contudo, à época a minha intenção era informar a nossa pobre e desinstruída população. Tivesse eu logrado êxito, o nosso amigo não teria politizado o… Leia mais »

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