Quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
17°
Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Alvo da Operação Lava-Jato, Renan Calheiros sofre resistência no PMDB para liderar a bancada do partido no Senado

Compartilhe esta notícia:

Conforme o relatório, em 27 de dezembro de 2012, Calheiros efetuou o saque de R$ 100 mil em dinheiro vivo de sua conta no Banco do Brasil (Foto: AE)

O futuro do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), após o fim do seu mandato à frente da Casa, em fevereiro, ainda está indefinido. A probabilidade maior é de que Calheiros ocupe a liderança do PMDB na Casa – função que já desempenhou outras duas vezes –, mas dentro da bancada há resistência ao nome dele, principalmente por conta dos processos do senador na Justiça e os inquéritos de que é alvo na Lava-Jato.

Peemedebistas dizem que o fato de ele ser investigado pode desestabilizar e constranger a bancada caso o senador assuma a liderança. Em dezembro, o STF (Supremo Tribunal Federal) tornou Calheiros réu pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público). Em seguida, o ministro Marco Aurélio chegou a determinar o afastamento do peemedebista do comando do Senado. Calheiros não cumpriu a ordem, que foi derrubada pelo plenário da Suprema Corte. Ele também é alvo de oito inquéritos na Lava-Jato.

“Do ponto de vista legal [Calheiros assumir a liderança do PMDB] é um absoluto constrangimento. Eu não sou inimigo do Calheiros, sou amigo dele, mas é um problema”, afirmou o senador Roberto Requião (PMDB-PR).

Outro peemedebista, que não quis se identificar, diz que “não há consenso” na bancada para que Calheiros seja o líder do partido. “A restrição a Calheiros decorre do fato de ele ser réu no Supremo. Fora isso, Calheiros reúne todas as qualidades. É articulado e tem experiência. Mas há uma interrogação em relação ao futuro dele e isso está prevalecendo”, declarou.

Já Eduardo Braga (PMDB-AM), cujo nome também é ventilado para a liderança do partido, afirma – sem citar o nome de Calheiros – que a liderança do PMDB precisa ser renovada. “O PMDB precisa ter uma renovação nos seus quadros no Senado. O partido está precisando abrir espaços para caras novas para o País”, disse o senador, que nega estar em “campanha” para liderar a sigla no Senado.

Mesmo com as denúncias na Lava-Jato e com as disputas de poder que protagonizou com o Judiciário e o Ministério Público nos últimos meses do ano passado, há uma parte da bancada peemedebista que defende o nome de Calheiros para a liderança do partido.

É o caso de João Alberto (MA), fiel aliado de Calheiros, que acredita que o senador alagoano seria um “grande líder” do partido na Casa. “Se ele [Calheiros] for o líder, é excelente. Não tem nome melhor do que o de Renan. É um peemedebista preocupado com o partido e é o melhor para unir a bancada”, opinou.

CCJ do Senado

Aliados de Calheiros afirmam que ele ainda não definiu se pleiteia a liderança do PMDB ou se assume a presidência da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), uma das mais importantes do Senado. (AG) 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Produção da indústria brasileira tem leve alta em novembro
Pampa Debates entrevista Luiz Felipe Difini, presidente do TJ/RS
Pode te interessar