Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de janeiro de 2017
A indústria brasileira voltou a registrar leve alta em novembro. Na comparação com outubro, a produção do setor subiu 0,2%, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (05).
A maioria dos segmentos da indústria cresceu, com destaque para o avanço de 6,1% na produção de veículos, seguido pela alta de 1,5% nas indústrias extrativas e pelo crescimento de 6,6% nos equipamentos de informática.
Entre os resultados negativos registrados em novembro, na comparação com outubro, estão as produções de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,3%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-1,8%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,1%).
Entre as grandes categorias econômicas, cresceram as produções de bens de consumo duráveis (4%) e bens de capital (2,5%). O segmento de bens intermediários também aumentou, mas em um ritmo menor (0,5%). Por outro lado, caiu a produção de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,5%).
Na comparação com novembro do ano passado, a indústria recuou 1,1% – a baixa menos intensa desde março de 2014, quando caiu 0,4%. Nessa base de comparação, o que mais influenciou o resultado negativo no mês foi a produção de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-9,3%). Também recuaram máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-13,4%), além de outros equipamentos de transporte (-20,5%).
Na contramão, cresceu a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (13,4%), indústrias extrativas (4,4%), de celulose, papel e produtos de papel (7,1%) e de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (10,2%).
Na análise das categorias, a produção de bens de consumo semi e não-duráveis recuou 4,8%, seguido por bens intermediários (-0,6%). Por outro lado, os segmentos de bens de consumo duráveis (9,0%) e de bens de capital (1,1%) apontaram as taxas positivas nesse mês.
No ano, o setor acumula baixa de 7,1% e, em 12 meses, de 7,5%. Apesar de o resultado ainda ser negativo, é mais fraco do que as quedas registradas nos meses anteriores. De janeiro a novembro, os destaques negativos partiram de indústrias extrativas (-10,8%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-13,2%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-8,4%). (AG)
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