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Por Redação O Sul | 13 de maio de 2023
A Amazônia Legal registrou o menor acumulado de avisos de desmatamento em abril desde 2019. A informação é da plataforma Terra Brasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que reúne dados de três tipos de desmatamento na região.
Em abril de 2023, foram contabilizados 328,71 km² afetados pelo desmatamento na Amazônia. Esse número representa queda de 67,97% em relação ao mesmo mês de 2022, quando foram contabilizados 1.026,35 km².
O dado de abril também contraria a tendência de aumento de desmatamento em abril, que foi registrada pela região desde 2019 para 2020. Enquanto o ano de 2019 contabilizou 247,39 km², 2020 registrou 407,2 km². Já 2021 apresentou 579,98 km², aumentando 76,96% para chegar ao índice mensal de 2022.
Em comparação com o mês anterior, abril de 2023 registrou queda de 7,7% com março, que registrou 356,14 km².
No acumulado anual, a queda de 2022 para 2023 é de 40,36%. Enquanto em 2023 foi registrada a área de 1.173,4 km² afetada pelo desmatamento entre janeiro e abril, em 2022 foi 1.967,69 km².
Veja o comparativo:
– Abril de 2023: 328,71 km² afetados pelo desmatamento;
– Abril de 2022: 1.026,35 km² afetados pelo desmatamento;
– Abril de 2021: 579,98 km² afetados pelo desmatamento;
– Abril de 2020: 407,20 km² afetados pelo desmatamento;
– Abril de 2019: 247,39 km² afetados pelo desmatamento.
Em 2023, o Mato Grosso concentra o maior desmatamento. Nos quatro primeiros meses do ano, o estado foi responsável por 391,07 km² – ou seja, cerca de 1/3 do total acumulado na Amazônia Legal em 2023.
Tendência de redução
Para especialistas, o dado é uma boa sinalização, porém ainda não se pode afirmar que há uma tendência de redução da derrubada da floresta tropical.
Entre os fatores que podem explicar a queda estão ações adotadas pelo governo federal, como combate ao garimpo ilegal, exploração de madeira e aumento da fiscalização, com aplicação de multas e embargo de áreas, e também a cobertura de nuvens.
“É muito importante ter um trabalho integrado entre diversos órgãos, atuando no comando e controle no chão da floresta. Mas é preciso promover inovações tecnológicas, legais e infralegais, considerando que a destruição da floresta hoje é operacionalizada por meios tecnológicos inovadores. Além disso, é preciso atuar diretamente na fiscalização de instituições financeiras que têm coparticipação direta no aumento do desmatamento”, ressalta o porta-voz de Amazônia do Greenpeace Brasil, Rômulo Batista.
O Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Inpe faz um levantamento rápido de alertas que mostram indicativos de mudanças na cobertura florestal na Amazônia desde 2004, a partir de imagens de satélite. O objetivo é apontar onde está ocorrendo o desmatamento para apoiar os agentes de fiscalização. O tamanho da área desmatada é medido por outro sistema, o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), com divulgação anual. As informações são da CNN e da Agência Brasil.
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