Quarta-feira, 08 de abril de 2026
Por Carlos Roberto Schwartsmann | 8 de abril de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Nestes momentos de tantas diferenças, indiferenças, narrativas, desavenças e incompreensões, ter um amigo verdadeiro é uma dádiva divina.
Temos amigos que são mais íntimos! São quase irmãos! Amigos dos mais diferentes grupos de relacionamento: amigos do colégio, da universidade, do hospital, do futebol, do WhatsApp, enfim, da vida!
A amizade verdadeira é aquela que permanece forte, sempre vencendo a distância e o tempo.
Ela foi conquistada sob o manto da lealdade e da compreensão mútua.
Como conta Milton Nascimento na música Canção da América: “Amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito”.
Shakespeare também escreveu: “É a família que a vida nos permitiu escolher”. São da nossa família e nos representam mais que os nossos próprios familiares!
Entretanto, existe um grupo especial de amigos que admiramos, mas com quem nunca conversamos. São os amigos platônicos. São amigos que, por empatia, nos enviam conexões alegres e descontraídas. Nos transmitem momentos felizes.
Quando adolescente, tinha na parede do meu quarto dois enormes pôsteres de Claudia Cardinale e Catherine Deneuve. Eram minhas admiráveis amigas, fascinantes e encantadoras. Na música, também criei amizade com Frank Sinatra e Johnny Mathis.
No esporte, com os incomparáveis Cristiano Ronaldo, Roger Federer e Novak Djokovic.
Recentemente, descobri um amigo completamente desconhecido. Acho que se tornou meu amigo, pois me sensibilizou pelo comportamento, determinação e disciplina.
Todos os dias, quando me dirijo para a Santa Casa às 6h30 da manhã, encontro-o correndo na Vasco da Gama, do Colégio Rosário até o Parcão. Faça chuva ou faça sol!
Após observá-lo correndo, sempre neste horário, ousei tocar a buzina com dois toques leves para cumprimentá-lo. Ele prontamente levantou o braço direito, com o polegar estendido.
Hoje, quando buzino, lanço uma sequência de toques leves, e ele prontamente entrelaça as mãos para o alto, como se estivesse abraçando um troféu.
Acho que comemoramos juntos esta vitória! Nunca conversamos, nunca trocamos sequer uma frase, mas ele conquistou minha amizade! Um verdadeiro amigo desconhecido!

* Carlos Roberto Schwartsmann – médico e professor universitário
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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