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Economia Analistas veem crescimento menor da economia brasileira em 2027 e aumento da inflação

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Analistas consultados pelo Banco Central ajustaram suas projeções para a economia brasileira em 2027. (Foto: Reprodução)

Analistas consultados pelo Banco Central ajustaram suas projeções para a economia brasileira em 2027, vendo inflação maior e crescimento mais baixo, mostrou a pesquisa Focus divulgada nessa segunda-feira (17). O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA no próximo ano subiu a 4,24%, ante 4,22% da semana anterior.

Para este ano, a projeção seguiu em 5,02%, apesar da queda na estimativa de aumento dos preços administrados a 4,70%, de 4,91% no levantamento anterior.

O centro da meta oficial para a inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Para o PIB (Produto Interno Bruto), a estimativa de crescimento em 2027 caiu pela quarta vez seguida, a 1,50%, de 1,52% no último levantamento. Para 2026, os especialistas consultados seguem vendo expansão de 1,98%.

Não houve alterações nas projeções para a taxa básica de juros, com a Selic sendo calculada em 13,75% este ano e em 12% no próximo. A Selic está atualmente em 14%, e o Focus aponta expectativa de corte de 0,25 ponto percentual em setembro.

Atividade Econômica

Em outra frente, a economia brasileira encerrou o segundo trimestre com leve crescimento mesmo após ter recuado em junho, mostrando forte desaceleração em relação ao início do ano conforme esperado, mostraram dados do Banco Central (BC) divulgados nesta segunda-feira (17).

Em junho, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve queda de 0,6% na comparação com o mês anterior, mostraram dados dessazonalizados.

O resultado mensal foi um pouco pior que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,53%. Neste ano, somente os meses de março e junho apontaram contração nas comparações mensais.

Com isso, o IBC-Br registrou expansão de 0,2% no segundo trimestre, após alta de 1,2% nos três meses de janeiro a março, pressionado principalmente pelo setor de serviços, importante motor da economia.

O IBGE divulga os dados do PIB do trimestre de abril a junho no dia 1º de setembro, após ter informado crescimento de 1,1% no primeiro trimestre sobre os três meses anteriores.

Analistas vêm esperando uma desaceleração da economia após o forte desempenho no início do ano, passados os efeitos sazonais positivos da agropecuária. Pesam ainda as incertezas no cenário externo com a guerra no Oriente Médio e as tarifas dos Estados Unidos, e os efeitos defasados da política monetária restritiva. As informações são da agência de notícias Reuters.

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