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Copa do Mundo 2026 Ancelotti mostra que Neymar não está acima da estratégia da seleção na Copa

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Neymar sofreu lesão em 17 de maio, quando defendia o Santos contra o Coritiba, e voltou aos gramados apenas no dia 24 de junho. (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Antes mesmo de Neymar entrar em campo pela primeira vez nesta Copa do Mundo, Carlo Ancelotti já havia dado um recado importante sobre a condução da seleção brasileira. Na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, que garantiu a classificação às oitavas de final, o camisa 10 ficou os 90 minutos no banco de reservas por decisão técnica, apesar de estar liberado para atuar.

Era um dos principais questionamentos desde que Neymar foi convocado. Se estivesse em condições, Ancelotti teria força para deixá-lo sem jogar? Cederia à pressão da torcida, da expectativa criada em torno da volta do principal jogador brasileiro ou ao peso que o camisa 10 sempre exerceu na seleção?

A resposta veio em Houston, cidade em que o Brasil garantiu a passagem para as oitavas de final, fase na qual irá enfrentar a Noruega.

Neymar passou toda a partida sentado sobre um cooler de energéticos ao lado do banco de reservas. Aqueceu durante o segundo tempo, recebeu um pedido tímido da torcida para entrar, mas voltou a se sentar a pedido do preparador tão logo o Brasil achou o empate.

Ao contrário da partida contra a Escócia, quando os gritos por seu nome se repetiram diversas vezes, desta vez a manifestação aconteceu apenas uma vez e perdeu força conforme o Brasil cresceu no jogo.

Ancelotti revelou que o planejamento inicial previa a entrada de Neymar aos 15 minutos do segundo tempo, mas apenas se o Brasil continuasse em desvantagem. O empate mudou completamente o cenário.

“Disse ao Neymar que se não empatássemos até o minuto 60, o colocaríamos. Estávamos pensando em colocá-lo na prorrogação. Estava tudo claro com ele”, explicou o treinador.

O gol de empate fez Ancelotti optar por preservar a estrutura da equipe. Em vez de alterar o desenho tático para acomodar Neymar, preferiu manter a formação que havia conseguido recolocar o Brasil na partida. Como a virada veio antes do fim do tempo regulamentar, o camisa 10 sequer precisou ser utilizado.

O jogador, por sua vez, viveu a classificação de forma discreta. Levantou do cooler duas vezes para comemorar os gols brasileiros, correu para abraçar os companheiros e celebrou normalmente a vaga nas oitavas de final, inclusive indo até a arquibancada comemorar com a sua família após o apito final. Na zona mista, não concedeu entrevistas.

Se hoje ele estava à disposição para 30 minutos, a tendência é que sua minutagem aumente. O Brasil terá quatro dias de preparação até o confronto de domingo, com apenas uma folga prevista na quarta-feira. Neymar sofreu lesão em 17 de maio, quando defendia o Santos contra o Coritiba, e voltou aos gramados apenas no dia 24 de junho, atuando durante 15 minutos diante da Escócia. As informações são do portal de notícias UOL.

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