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Economia Antes porto seguro da economia global, Estados Unidos agora geram incerteza: Bancos centrais de França e Holanda retiraram suas reservas de ouro do país

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Juros altos e tensões provocadas por Trump elevam a desconfiança sobre ativos americanos. (Foto: Reprodução)

Nos últimos meses, movimentos de importantes bancos centrais e fundos de pensão têm colocado em xeque a posição dos Estados Unidos como porto seguro da economia global. Autoridades monetárias de França e Holanda retiraram suas reservas de ouro dos EUA. Os franceses levaram o metal para Paris, enquanto os holandeses transferiram suas reservas para Londres. Na semana passada, o Norges Bank Investment Management, da Noruega, maior fundo soberano do mundo, informou que pretende reduzir sua posição em títulos americanos.

As iniciativas mostram que, pouco a pouco, cresce a desconfiança em relação à economia dos EUA. Há uma série de fatores por trás desses movimentos, que vão do aumento do risco fiscal americano às tensões geopolíticas provocadas pelo presidente Donald Trump.

Nas últimas décadas, os Estados Unidos foram considerados o principal porto seguro da economia global por uma combinação de fatores. O país é a maior economia do mundo, e o dólar se consolidou como a principal moeda de reserva internacional. Além disso, os títulos do Tesouro americano são considerados ativos de baixo risco e historicamente estão entre os mais procurados pelos investidores.

O cenário hoje parece outro. Nas contas públicas, uma das principais preocupações é o crescente endividamento do governo. No mês passado, a dívida do país superou os US$ 40 trilhões, maior patamar já registrado.

“O valor representa mais ou menos 120% do PIB. Desses US$ 40 trilhões, US$ 20 trilhões foram (acumulados) entre 2017 e 2026”, afirma Luis Otávio Leal, economista-chefe e sócio da G5 Partners. “Há poucas chances de o país resolver esse problema no curto prazo.”

Decisões recentes do governo Trump aumentaram a incerteza. Uma das principais apostas de seu governo, por exemplo, foi a aprovação do One Big Beautiful Bill (Grande e Belo Projeto, em tradução literal), que deve elevar a dívida dos EUA em mais de US$ 4 trilhões ao longo da próxima década.

“É um déficit grande, e (o país) acaba emitindo muitos títulos públicos para financiar esse déficit. Isso tem elevado os juros e a despesa com juros sobre a dívida aumenta”, afirma Armando Castelar, professor da FGV Direito Rio e do Instituto de Economia da UFRJ.

Em outra medida que pode agravar a situação, Trump ofereceu, na semana passada, um cheque de US$ 5 mil para cada adulto americano caso o Partido Republicano obtenha maioria na Câmara e no Senado nas eleições de meio de mandato, em novembro. O custo da proposta seria superior a US$ 1,3 trilhão. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)

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1 Comentário
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Alexandre
14 de setembro de 2026 09:15

Os EUA está a perder credibilidade. Usa o dólar e o sistema Swift, para confiscar reservas de países antagonistas a sua geopolítica. Confiscou mais de 300 bilhões de dólares da Rússia, confiscou ouro e petróleo da Venezuela e a pouco, confiscou reservas de 12 bilhões de dólares do Irã,

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