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Política Antigo agente do submundo do poder acaba de abrir uma empresa de inteligência em Brasília e circula por corredores do Palácio do Planalto e do Congresso

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O serviço de espionagem, inclusive com grampos ilegais, colocou em Dadá a alcunha de “araponga do Cachoeira”. (Foto: Reprodução TV Senado)

Um antigo agente do submundo do poder está de volta à plena atividade na capital federal. Conhecido por serviços de arapongagem prestados a empresários, políticos, policiais e ao PT nos idos dos anos 2000, Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, acaba de abrir uma empresa de inteligência em Brasília e circula por corredores do Palácio do Planalto e do Congresso.

As portas do poder só foram reabertas ao 3º sargento da reserva da Aeronáutica após a reascensão de Luiz Inácio Lula da Silva. Em liberdade apesar de condenado a 19 anos de prisão, Dadá já foi recebido por membros da Casa Civil, da Secretaria de Relações Institucionais, da Secretaria-Geral e da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República.

Aos 64 anos, ele também virou “habitué” de gabinetes da Câmara e do Senado e atua em sintonia com o deputado Vander Loubet (PT-MS). O sargento não quis dar entrevista. A Secom afirmou que a recepção ao sargento não serviu para tratar de serviços prestados por ele.

Nas duas últimas décadas, Dadá se envolveu em escândalos que marcaram a política nacional. O principal deles foi consequência dos serviços prestados ao bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, personagem que provocou “terremoto” em Brasília depois de ser alvo da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 2012.

O serviço de espionagem, inclusive com grampos ilegais, colocou em Dadá a alcunha de “araponga do Cachoeira”, condição que ainda lhe rende revés judicial. O sargento foi condenado a 19 anos e três meses de prisão por crimes como corrupção ativa, organização criminosa e violação de sigilo funcional. Só ficou atrás das grades por 96 dias.

Serviços de inteligência

A volta aos serviços de inteligência, agora com um CNPJ, foi concretizada depois de ele ter sido beneficiado por uma decisão judicial. Em 28 de fevereiro deste ano, o ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acolheu um pedido da defesa do sargento e determinou a devolução do processo dele ao primeiro grau da Justiça Federal em Goiás. A condenação não foi anulada, mas o juiz deverá refazer os cálculos da pena, o que não tem prazo para ocorrer. Quando a nova punição for apresentada, Dadá terá novamente todo o elevador processual para recursos, podendo retardar o cumprimento da pena.

Em julho, foi a vez de Carlinhos Cachoeira ser beneficiado por decisão do ministro do STJ e ver a condenação voltar ao primeiro grau para recontagem da pena. A reportagem fez contato com uma das advogadas do empresário que disse que o consultaria, mas não obteve resposta. Questionado sobre eventuais medidas contra as decisões do STJ, o Ministério Público Federal de Goiás não respondeu.

Na Operação Monte Carlo, a polícia desarticulou um esquema de corrupção e exploração de máquinas caça-níqueis e jogos de azar em Goiás e no Distrito Federal. A investigação apontou vínculos do esquema com políticos como o então senador Demóstenes Torres e com integrantes dos governos de Agnelo Queiroz (PT), no DF, e de Marconi Perillo (PSDB), em Goiás. Agnelo disse que Dadá, Cachoeira e o grupo criminoso tentaram lhe destruir. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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