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Brasil Anvisa afirma que a decisão de suspender os testes da CoronaVac foi técnica e baseada na falta de informações

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"Documentos claros, precisos e completos precisam ser enviados a nós", disse Torres

Torres explicou que a Anvisa apontou o problema com base em documento enviados pelos próprios desenvolvedores. (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, disse, nesta terça-feira (10), que a decisão de suspender os testes da CoronaVac foi “técnica” e baseada no fato de as informações repassadas pelo Instituto Butantan serem “insuficientes” e “incompletas”.

A suspensão ocorreu após a morte de um voluntário da Coronavac, de 33 anos. Segundo boletim de ocorrência, ele cometeu suicídio.

O diretor-presidente criticou a qualidade das informações repassadas pelos responsáveis pelos testes para a Anvisa, dizendo que as mesmas foram incompletas. “Documentos claros, precisos e completos precisam ser enviados a nós, o que não aconteceu”, disse Torres. “O que recebemos ontem [segunda] não nos dava nenhuma outra alternativa”, completou.

Mais cedo, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que “todos” os dados foram fornecidos à Anvisa. “O efeito adverso grave não tem relação com a vacina. Não podemos dar detalhes a vocês porque isso envolve sigilo. O que eu afirmo a vocês é que esses dados estão todos de mão da Anvisa, estão todos fornecidos à Anvisa”, disse Covas.

O diretor-presidente da Anvisa foi perguntado se o Butantan informou que a causa da morte do voluntário havia sido suicídio. “Objetivamente, não havia essa informação sobre o suicídio dentre as que recebemos ontem [segunda]. Quanto à questão de ouvir ou não o Instituto Butantan, não é atribuição da agência tomar essa decisão”, declarou Torres.

“Em caso de dúvida, paramos. Pergunto: que mal há em aguardar os documentos? Por que o motivo de correria? Por quê? A ansiedade parece ser maior do que a de todos nós temos aqui na Anvisa que é de fornecer uma resposta”, criticou Torres.

O diretor-presidente da Anvisa ressaltou ainda que a agência não é parceira de nenhum laboratório ou instituto, mas, sim, o “árbitro” na análise dos procedimentos. “A imagem que coloco é a do árbitro entre aquilo que foi feito certo e ao arrepio da norma e emite seu juízo de valor”, afirmou o dirigente da agência.

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