Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de maio de 2024
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na segunda-feira (29) o uso da empagliflozina, remédio indicado para o tratamento da diabetes do tipo 2, para uma outra finalidade: o tratamento de doença renal crônica (DRC).
A aprovação foi baseada no estudo EMPA-KIDNEY, conduzido pela Unidade de Pesquisa em Saúde Populacional da Universidade de Oxford em parceria com as farmacêuticas Boehringer Ingelheim e Eli Lilly.
O trabalho apontou que a molécula reduziu em 28% o risco de progressão da doença renal ou morte por problema cardiovascular em pacientes com doença renal crônica em comparação a indivíduos que não receberam o medicamento.
Vale destacar que o medicamento também é utilizado em casos de insuficiência cardíaca e, agora, com a aprovação para DRC, oferece uma abordagem abrangente para tratar as condições cardiorrenais metabólicas.
Prevenção
Em outra frente, uma pesquisa publicada no jornal Academia de Nutrição e Dietética revelou que o abacate pode ter mais um benefício. Segundo os cientistas, a fruta pode ser vantajosa para prevenir diabetes, especialmente nas mulheres. O estudo analisou dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição do México (ENSANUT) em três anos diferentes: 2012, 2016 e 2018.
Mais de 28 mil pessoas diagnosticadas com a doença foram analisadas 2212 cerca de 59% delas eram mulheres. Estes grupos foram divididos em dois subgrupos, os que consumiam a fruta e os que não consumiam (cerca de 45% eram consumidores de abacate, com consumo médio diário de 34,7 gramas para homens e 29,8 gramas para mulheres).
O estudo descobriu que, comparado a pessoas que não consomem abacate, as mulheres apresentaram diminuição significativa do risco de ter diabetes, independente de fatores como idade, nível de escolaridade, peso corporal, atividade física, entre outros. A diminuição, no entanto, não foi observada nos participantes homens.
Os autores, entretanto, revelaram que ainda há a necessidade de mais pesquisas em nutrição personalizadas na prevenção e controle do diabetes para corroborar os resultados. Eles também afirmaram que é importante consultar sempre um nutricionista para adquirir uma dieta balanceada e baseada em características de cada um.
Abacate faz bem para o coração? A fruta é rica em gorduras insaturadas e seu consumo pode influenciar os fatores de risco modificáveis para doenças cardiovasculares. Pessoas que não se alimentam bem e não se exercitam regularmente precisam mudar comportamentos. Em um estudo recente publicado no mesmo jornal, pesquisadores revisaram os efeitos da ingestão de abacate nos fatores de risco cardiometabólicos.
Os relatórios sugerem que os consumidores de abacate na Austrália e nos Estados Unidos (EUA) tiveram maior ingestão de ácidos graxos mono-insaturados e poli-insaturados, vitamina E, fibras, potássio e magnésio, e menor ingestão de alimentos não saudáveis.
Os pesquisadores analisaram 10 estudos, incluindo um de coorte prospectivo e nove estudos de intervenção (ensaios clínicos randomizados). Os ensaios incluíram 503 participantes e relataram os efeitos do consumo de abacate em diversos resultados.
Entre os participantes, em três estudos foram incluídos apenas mulheres, quatro deles tinham indivíduos com sobrepeso/obesidade, dois recrutaram pessoas com hipercolesterolemia e dois recrutaram indivíduos diabéticos com hipertrigliceridemia.
Os estudos foram realizados durante três a 24 semanas. As doses/quantidades de abacate variaram de 99 gramas a 330 gramas por dia. Além das dietas de intervenção e controle, outras dietas incluíam dietas moderadas em gordura, habituais, ricas em ácidos graxos mono-insaturados e com restrição energética. As informações são dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo.
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