Sexta-feira, 13 de março de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Variedades Ao chegar à velhice, 90% das pessoas já viveram um trauma

Compartilhe esta notícia:

Na velhice, um histórico de pequenos e grandes traumas pode representar uma maior vulnerabilidade. (Foto: Reprodução)

Cerca de 90% dos indivíduos vão enfrentar pelo menos um evento traumático em sua existência, o que significa que, na velhice, praticamente todos nós teremos sido impactados por algum episódio que deixa cicatrizes. A questão primordial é desenvolver mecanismos para superar a experiência. Esse foi o tema da palestra de Julia Weinman, doutoranda do Departamento de Psiquiatria e Psicologia da faculdade de medicina da Universidade Stanford, promovida pela American Society on Aging (Sociedade Americana para o Envelhecimento).

Weinman explicou que o conceito de trauma se baseia na exposição a uma situação de risco de morte, acidente grave ou violência. Pode ser sofrido pela própria pessoa ou ter sido testemunhado por ela – e tomar conhecimento de que alguém próximo é vítima ou está envolvido também conta. A descrição não precisa ser, necessariamente, a de um evento catastrófico, é mais do que suficiente estar num acidente de carro ou ser assaltado na rua.

O trauma pode se resumir a um episódio isolado, mas também ser crônico, como no caso dos abusos contínuos, e até complexo, quando abrange múltiplas ocorrências num determinado período, com respostas adversas que se somam a outras semelhantes já vividas – algo bastante comum no abuso sexual de crianças. Por fim, ainda há traumas coletivos, como os que se dão em guerras, genocídios, eventos climáticos extremos e pandemias.

“São muitas as reações possíveis, do surgimento de sintomas como cansaço extremo, tristeza, pesadelos, preocupação excessiva, flashbacks, distúrbio de sono ou anedonia – que é perda da capacidade de sentir prazer em atividades do dia a dia que antes eram consideradas agradáveis – a distúrbios na saúde mental, como ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático. Felizmente, apenas 5.6% desenvolvem tal transtorno”, diz a psicóloga.

Como a capacidade de adaptação do ser humano é espantosa, a maioria trilha um caminho de resiliência e de crescimento pós-traumático rumo à recuperação, termos que demandam algumas explicações: resiliência é a capacidade de manter a estabilidade emocional diante da adversidade. Não se trata de não ter quaisquer reações e sentimentos, mas sim de saber lidar com o que o que ocorreu.

No crescimento pós-traumático, há uma mudança psicológica positiva depois de um acontecimento desafiador, que se manifesta de diversas formas: a pessoa passa a apreciar mais a vida e muda suas prioridades; estabelece uma relação mais calorosa e íntima com os outros; ganha um sentimento de força interior maior; descobre novas possibilidades e caminhos.

Ajuda muito ter apoio social e/ou familiar; flexibilidade cognitiva, que é a habilidade de processar os eventos e montar estratégias para situações inesperadas; e emoções positivas que nos deem suporte. Essa é uma construção que deve ser feita ao longo da existência.

“Na velhice, um histórico de pequenos e grandes traumas pode representar uma maior vulnerabilidade”, ensina Weinman. “Experiências antigas têm o poder de disparar gatilhos e levar a um quadro de ansiedade e depressão, principalmente em fases de transição, como a aposentadoria, em casos de doença ou perda de entes queridos. É preciso criar mecanismos voltados para a superação, para investir no autocuidado e construir uma força interna”, acrescenta.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Variedades

Americano é acusado de fraude por criar bandas e fãs por inteligência artificial e arrecadar 10 milhões de dólares em royalties
Cadáver de santa morta em 1582 surpreende após exumação, pelo bom estado de conservação
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar