Quinta-feira, 25 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 26 de setembro de 2015
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a ameaçar a China, nessa sexta-feira, com sanções por espionagem cibernética minutos após fechar um acordo sobre o assunto com o mandatário chinês, Xi Jinping. O roubo de segredos industriais e propriedade intelectual pelas redes é um dos temas de maior atrito entre os dois países.
Obama ainda criticou o avanço militar de Pequim, que ameaça aliados como Japão, Coreia do Sul e Filipinas. Na Casa Branca, o norte-americano disse ter expressado ao colega chinês “sérias preocupações” com as ameaças. “Disse que isso deve parar. Este é um progresso, mas insisto que nosso trabalho ainda não está totalmente feito.”
Ele voltou a afirmar que poderá punir os chineses envolvidos nas invasões cibernéticas e pediu uma ação maior do governo chinês. “A questão agora é se as palavras vão seguidas de ações, e observaremos atentamente.” Antes da entrevista, os dois dirigentes concordaram em criar um grupo para discutir as questões cibernéticas e outra comissão para combater os crimes de informática, a se encontrar duas vezes por ano.
Propriedade intelectual
Pelo documento, os dois presidentes se comprometeram a não conduzir ou apoiar abertamente o roubo de propriedade intelectual. As autoridades chinesas são apontadas pelos Estados Unidos como responsáveis por financiar estas atividades. De acordo com o FBI (a polícia federal norte-americana), as invasões a sistemas cresceram 53% no ano passado em relação a 2013. Xi prometeu cumprir as normas acertadas no acordo. (Folhapress)
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