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Mundo Ao menos 500 migrantes morreram no Mar Mediterrâneo neste ano

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Migrantes no porto de Augusta. (Foto: ANSA)

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou nesta segunda-feira (10) que ao menos 500 migrantes morreram afogados neste ano tentando atravessar a rota do Mediterrâneo Central.

A porta-voz da IOM, Safa Msehli, comentou em uma entrevista à ANSA que os números preocupam, já que neste mesmo período em 2020 foram registrados cerca de 150 falecimentos.

“Estamos preocupados, porque mais e mais pessoas estão embarcando nesta jornada perigosa e a perda de vidas é intolerável. Até agora, pelo menos 500 pessoas morreram afogadas no Mediterrâneo Central este ano, em comparação com cerca de 150 mortes registradas no mesmo período em 2020”, alertou.

Msehli também declarou que as nações “não podem ignorar suas responsabilidades” e destacou a necessidade de mais meios estatais de busca e salvamento na região do Mediterrâneo.

“Os Estados não podem ignorar suas responsabilidade e obrigações ao abrigo do direito internacional. Precisamos de mais meios estatais de busca e salvamento no Mediterrâneo”, comentou Msehli.

A porta-voz informou que mais de 700 migrantes foram interceptados no domingo (9) pela Guarda Costeira da Líbia. Um barco virou e deixou ao menos cinco mortos, incluindo uma criança. Os sobreviventes foram salvos por pescadores locais.

Imigrantes na Itália

Em apenas 24 horas, 2.128 imigrantes chegaram em barcos a ilha de Lampedusa, no Sul da Itália. A Guarda Costeira resgatou pessoas em 20 embarcações, muitas delas superlotadas e sem segurança. Segundo a agência de notícias ANSA, apenas entre a noite de domingo e a madrugada desta segunda-feira (10), 635 pessoas desembarcaram no local.

O grupo é formado majoritaramente de homens, mas há também mulheres e crianças. Todos foram levados para uma barreira de acesso, testados para a Covid-19 e transferidos para navios de quarentena.

Conforme a imprensa local, autoridades tentam definir medidas a serem tomadas. O senador Matteo Salvini, líder das legendas Liga Norte, argumenta que é urgente uma reunião com o primeiro-ministro, Mario Draghi. Ex-ministro do Interior, Salvini aguarda julgamento em relação ao bloqueio de um navio com mais de 100 migrantes a bordo que pretendia desembarcar em Lampedusa em agosto de 2019. Promotores na Sicília o acusam de detenção ilegal, o que pode levar a uma pena de até 15 anos de prisão. A presidente do partido conservador Fratelli d’Italia, Giorgia Meloni, defende o mesmo “bloqueio naval”.

Já o prefeito de Lampedusa, Totò Martello, argumenta que “O ‘bloqueio naval’ é um absurdo tão óbvio que nem merece comentários”. Ele justifica: “é irresponsável voltar a fomentar o ódio social colocando ‘italianos contra os migrantes’”.

Lampedusa se tornou um dos principais portos para quem pretende entrar na Europa. De acordo com o Ministério do Interior, até esta segunda-feira mais de 12 mil imigrantes desembarcaram na ilha apenas em 2021. O número é três vezes maior do que o registrado no mesmo período em 2020. As nacionalidades predominantes são tunisianos (1.512), marfinenses (1.243) e bengalis (1.216). São 1.373 menores desacompanhados no total.

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