Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020

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CAD1 Ao prestigiar a Oktoberfest de Igrejinha, o governador gaúcho elogiou a mobilização da comunidade local

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Eduardo Leite foi recebido ao som da música típica alemã. (Foto: Reprodução/Youtube)

Durante discurso na cerimônia de abertura oficial da 32ª Oktoberfest de Igrejinha, o governador gaúcho Eduardo Leite não poupou elogios à população local. Ao som da tradicional música típica alemã executada pelas “bandinhas” no parque Almiro Grings, ele mencionou a Lei 15.344/2019, que institui o município do Vale do Paranhana como “Capital Estadual do Voluntariado” e reconhece a relevância cultural da comunidade para o Rio Grande do Sul.

O projeto, do deputado estadual Dalciso Oliveira (PSB), foi sancionado pelo governador no dia 2. “Esta festa tem toda uma celebração cultural, mas, acima de tudo, é um grande exemplo de mobilização da comunidade. Os rendimentos da festa retornam às pessoas. Isso é muito bonito, serve como exemplo para as outras regiões do Estado”, destacou o chefe do Executivo.

A Oktoberfest de Igrejinha é considerada a maior festa filantrópica e comunitária do Brasil e uma das mais populares do Rio Grande do Sul. O evento conta com 3 mil voluntários (quase 10% da população do município) que compõem a Associação de Amigos da Oktoberfest. Por meio de eventos e atividades culturais, todos os anos o grupo recolhe recursos e distribui a instituições da região. Em 31 edições realizadas, foram doados cerca de R$ 15 milhões, auxiliando 90 entidades.

Pelotas

Eduardo Leite também esteve em Pelotas, cidade da qual foi prefeito (2014-2017). Além de se encontrar com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ele lançou do “Marco Zero” do programa “Inova RS” na região Sul do Estado, em evento no Parque Tecnológico.

O ato deu continuidade ao plano de expansão da iniciativa, lançada em agosto e que tem como objetivo incluir o Estado no mapa global da inovação. Assim declarou o governador, em um dos trechos de sua fala:

“O Marco Zero é o momento de articulação entre sociedade, governo, empresas e universidades da região, que são os componentes da chamada ‘hélice da inovação’. A partir do encontro e da organização dessas esferas são formados os comitês técnicos e estratégicos que mapeiam as vocações empreendedoras do local e elaboram soluções para o seu fortalecimento por meio de projetos de inovação”.

Até o momento, o “Marco Zero” já foi lançado nas regiões Central (Santa Maria), Produção e Norte (Passo Fundo), dos Vales (Lajeado), Serra e Hortênsias (Caxias do Sul), Região Metropolitana e Litoral Norte (Porto Alegre) e, agora, Sul (Pelotas). Em novembro, será a vez das regiões Noroeste, Missões, Fronteira-Oeste e Campanha.

“Com o programa, o governo gaúcho contribui para a construção do ambiente de interação entre os agentes da inovação, garantindo equipes de três técnicos responsáveis por esta mobilização em cada região”, prosseguiu Leite. “Estamos criando o contexto para o encontro de talentos e de ideias que serão canalizadas para a transformação da economia pelo conhecimento. Também estamos trabalhando para um ambiente ágil e facilitador de negócios, com menos burocracia e mais estrutura para atrair investimentos”.

O Rio Grande do Sul é hoje o quinto Estado brasileiro mais inovador e o quarto com maior competitividade global em setores tecnológicos, de acordo com o Índice Fiec de Inovação dos Estados de 2018. O cenário estadual abrange três das melhores universidades do País, 27 polos tecnológicos, 24 incubadoras de empresas e mais de mil startups, o que faz do Estado o segundo no ranking nacional deste tipo de empreendimento.

Para expandir esse potencial, a metodologia do “Inova RS” foi elaborada pela Sict (Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia), em parceria com representantes do setor empresarial, universidades e polos tecnológicos de diversas regiões do Estado.

“É um programa que trabalha com audácia e tranversalidade para incentivar a inovação, que não é mais coisa de ficção científica, mas uma realidade que está mudando os modelos de negócio e de trabalho a partir do conhecimento. E não existe limite para a geração de riqueza através do conhecimento”, friisou o titular da pasta, Luís Lamb.

O foco do programa é explorar o ecossistema favorável para a inovação e fomentar uma nova economia baseada em conhecimento e tecnologia para formar, reter e atrair talentos e investimentos, gerando emprego, renda e desenvolvimento regional. O Inova busca, ainda, tornar o Rio Grande do Sul uma referência global em inovação até 2030.

(Marcello Campos)

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