Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de maio de 2017
No dia da leitura do relatório final da reforma da Previdência, o relator da matéria, deputado Arthur Maia (PPS-BA), cedeu mais uma vez às pressões e agora decidiu beneficiar os agentes penitenciários. Isso depois de ter dito publicamente que não iria incluir agentes penitenciários num regime de aposentadorias mais benéfico na reforma.
Na versão final do texto, que foi distribuído aos deputados em cima da hora, os agentes penitenciários passam a ficar entre aqueles servidores “com direito a aposentadoria com limite de idade reduzido, desde que comprovados pelo menos 25 anos de efeito exercício da atividade policial”.
Maia não queria conceder o benefício, mas foi pressionado pelo governo, inclusive pelo ministro da Justiça, Osmar Serraglio. Mais cedo, ele chegou a criticar a categoria, que fez protestos nos últimos dias e depredou o prédio do Ministério da Justiça. Segundo o relator, depois desses atos, o diálogo com os agentes se encerrou. No entanto, a versão final do relatório beneficia a categoria.
Embora tenha defendido até o último minuto que esses profissionais não fossem favorecidos, Maia disse como justificativa para o recuo que se convenceu de que a categoria está sujeita a riscos e, portanto, deveria ser contemplada.
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