Sexta-feira, 01 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de maio de 2017
Um teste de avaliação multinacional sobre formação financeira de jovens de 15 anos constatou que a maioria deles não está pronta para cuidar de seu próprio dinheiro. Apenas 12% atingiram o mais alto nível de alfabetização financeira, e 22% “pontuaram abaixo de nível básico de proficiência”, segundo aponta a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), que executa o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes). Os resultados do estudo foram divulgados nesta semana.
Os estudantes com o menor grau de alfabetização financeira “não conseguem nem mesmo reconhecer o valor de um simples orçamento ou entender a relação entre o uso de um veículo e os custos incorridos”, escreve Angel Gurria, o secretário-geral da OCDE, no prefácio do relatório.
Os adolescentes dos EUA ficaram um pouco acima da média geral. Mas as comparações internacionais são difíceis porque em alguns países apenas um segmento relativamente instruído da população participou do teste.
Na China, cujos estudantes tiveram a maior pontuação, o teste foi administrado em Pequim, Xangai, Jiangsu e Guangdong. Em segundo lugar ficou a Comunidade Flamenga da Bélgica, seguida pelas províncias canadenses participantes (Colúmbia Britânica, Manitoba, Nova Brunswick, Terra Nova e Labrador, Nova Scotia, Ontário e a Ilha Prince Edward), Rússia e Holanda e Austrália.
Os pais não precisavam de Gurria para lhes dizer que seus filhos de 15 anos são totalmente alheios às questões financeiras. Uma constatação interessante é que cerca de 38% do desempenho no teste de alfabetização financeira não pode ser explicado pelas habilidades dos estudantes em matemática e leitura.
Isso significa que seu jovem filho ou filha pode muito bem ser bom em álgebra e geometria e mesmo assim se embaralhar em decisões pessoais envolvendo, digamos, como usar um cartão de débito pré-pago. (AG)
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