Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de outubro de 2015
Apesar de ter ficado com sete ministérios na nova configuração da Esplanada, contra seis anteriormente, o PMDB ajudou na terça-feira a esvaziar a sessão do Congresso em que o governo tentaria manter os vetos da presidenta Dilma Rousseff a projetos da chamada pauta-bomba. Apesar de ter sido aberta, a sessão caiu por falta de quórum. Era necessária a presença de pelo menos metade dos deputados federais e senadores para que houvesse votação.
O Palácio do Planalto considerava essa a primeira prova da fidelidade após a última reforma ministerial, que cedeu sete ministérios ao maior partido da base aliada. Compareceram 54 dos 81 senadores, mas apenas 196 dos 513 deputados – o PMDB tem uma bancada de 65, excetuando o presidente da Casa, Eduardo Cunha (RJ), porém, só 34 marcaram presença (52% do total).
No Senado, terreno mais seguro para o governo, 14 dos 18 peemedebistas estavam no plenário para a apreciação dos vetos. Durante o intervalo de 30 minutos, no qual o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), esperou poder contornar a falta de quórum, o líder da legenda na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), minimizou as ausências da bancada de seu partido. “Da parte do PMDB não tem problemas. A maioria da bancada deu quórum sim”.
Nos bastidores, a falta de quórum foi atribuída à pressão para que o Senado aprove a emenda à Constituição que permite o financiamento privado das campanhas políticas. A prática foi proibida pelo STF (Supremo Tribunal Federal), mas o Congresso tenta modificar essa decisão. (Folhapress)
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