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Rio Grande do Sul Após 15 meses, Trensurb volta a funcionar totalmente a partir deste sábado

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Retomada coincide com o primeiro dia de Expointer, em Esteio. (Foto: Lucas Quadros/ANPTrilhos)

Após 15 meses de reconstrução e transtornos operacionais devido às enchentes de maio de 2024, a Trensurb retoma neste sábado (3o) a circulação dos trens em todas as suas 22 estações, diariamente das 5h às 23h e sem a necessidade de integração com o transporte por ônibus. A retomada integral coincide com a data de abertura da 48ª Expointer, no Parque de Esteio – uma das cidades atendidas pelo metrô.

O serviço complementar de ônibus vinha sendo utilizado desde janeiro entre as estações Mercado Público (Porto Alegre) e Mathias Velho (Canoas), de segunda a sábado após às 20h, e também durante todo o dia nos domingos e feriados. Isso porque as obras de recuperação nesse trecho da via férrea só podiam ser realizadas com os trens parados.

A conclusão das obras estava prevista para o final de setembro, mas graças a esse procedimento o trajeto integral do sistema pode ser entregue de forma antecipada, beneficiando milhares de usuários que dependem diariamente da modalidade para fins de trabalho, estudo ou outras necessidades.

De acordo com o diretor-presidente da empresa federal, Nazur Garcia, a Trensurb tem trabalhado de forma permanente na reconstrução de todos os sistemas atingidos pela inundação:

“Os recursos extraordinários destinados pelo governo federal, além de garantirem a recuperação de todos os sistemas atingidos pela enchente, vão deixar para a comunidade da região metropolitana uma empresa mais moderna tecnologicamente e mais resiliente em caso de ocorrência de novas catástrofes climáticas”.

Modernização

Com investimento total de quase R$ 59 milhões, os contratos das obras na via férrea abrangem, além dos materiais utilizados, a recuperação da infraestrutura das vias principais e do pátio de estacionamento de trens, localizado no bairro Humaitá, localizado na Zona Norte de Porto Alegre. Trata-se de uma das áreas mais atingidas pela catástrofe ambiental.

Ao todo, são 20 quilômetros em reconstrução, e as intervenções na via já alcançaram 80%. As obras agora prosseguem no horário normal de manutenção, ou seja, somente após o encerramento da circulação dos trens. Com isso, não são gerados transtornos ao usuário.

A reconstrução e modernização da via férrea também envolveu um volume impressionante de materiais – cujo custo de aquisição chegou a R$ 20,4 milhões. Foram utilizados 44 mil metros-cúbicos de brita, quantidade suficiente para encher quase 18 piscinas olímpicas, por exemplo.

Para sustentar os trilhos, 11 mil dormentes foram substituídos. A fixação dessas peças exigiu 36 mil parafusos com porcas, além de 36 mil calços isolantes e 18 mil palmilhas de borracha. Cada elemento desses contribuirá para oferecer uma infraestrutura ferroviária com maior segurança, estabilidade e durabilidade.

Energia de tração

Tão fundamental quanto a própria via férrea é a reconstrução do sistema de energia de tração. Essa rede fornece a eletricidade necessária para mover os trens ao longo de toda a linha, garantindo velocidade, regularidade e segurança nas viagens.

O contrato de reconstrução e atualização tecnológica das subestações e cabines de tração, de R$ 84,2 milhões, prevê a atualização completa de três das cinco subestações de energia elétrica de tração da Trensurb na Estação Fátima (Canoas), com conclusão prevista para janeiro de 2026; Farrapos (em Porto Alegre), para junho de 2026; e São Luís (também em Canoas), para novembro de 2026.

Alguns equipamentos das subestações e cabines estão em fase final de inspeção, enquanto outros já estão disponíveis e sendo montados nos eletrocentros, os quais substituirão as edificações que já estão em fase de demolição.

Outro contrato emergencial, de R$ 1,9 milhão, promove reparos corretivos para reestabelecimento das funções operacionais das subestações e de geradores das estações atingidas pela inundação, com todos os equipamentos já entregues e previsão de conclusão da montagem em outubro e novembro deste ano.

Além disso, o reparo do transformador de tração da Subestação São Luís, danificado após sofrer princípio de incêndio durante a enchente de 2024, prevê um desembolso de R$ 2,1 milhões. Esse, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2026, devido à complexidade de sua construção.

Também está sendo recuperada a sinalização, essencial para o controle do tráfego ferroviário. De Novo Hamburgo a Canoas, a sinalização já foi restabelecida em maio de 2024, e o trecho entre Canoas e Farrapos (Porto Alegre) está concluído. No trecho entre Farrapos e Mercado, no Centro de Porto Alegre, as obras seguem, com conclusão prevista até outubro deste ano.

Cerca de R$ 16,6 milhões foram investidos em cabos, relés, máquinas de via, painéis de controle e equipamentos de manutenção, incluindo medidas de proteção contra furtos. O sistema será monitorado continuamente, com manutenção preventiva e ajustes periódicos.

(Marcello Campos)

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