Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de janeiro de 2016
A brasiliense Marry Tainá da Silva apostou na sorte e, após um apelo despretensioso em redes sociais, conseguiu realizar o sonho de conhecer o pai. O servidor público aposentado saiu de casa há 27 anos, quando ela ainda era recém-nascida, e nunca mais deu notícias. Membros de um grupo do qual ela participa, que tem mais de 40 mil integrante, levantaram os dados do homem no SPC e no Serasa, e na Polícia Civil. Após uma vaquinha, a jovem embarcou pela primeira vez em um avião e foi encontrar o pai.
Apoio de grupo do Facebook.
A mulher se disse emocionada com a viagem para São José do Rio Preto (SP), a 710 quilômetros de Brasília, e contou que não quis avisar o homem, por medo de que ele fugisse. Depois que o ex-servidor público, que tem 62 anos, saiu de casa, a mãe de Marry descobriu que ele também já havia abandonado outra mulher, com quem teve seis filhos.
Disfarce.
Para o reencontro, a jovem se vestiu de pesquisadora do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). “Não podia chegar chamando de pai, correndo o risco de assustá-lo. Tive de me preparar para tudo, mas não sabia como poderia ser a reação dele. Fizeram meu jaleco, meu chapeuzinho. Fui toda preparadinha”, lembra. Assim, o encontro aconteceu recentemente. O ex-servidor público se disse tímido e não quis conversar com a imprensa, mas passou o dia na companhia da filha. Marry relatou que havia se preparado para todas as possibilidades, inclusive para a de que ele não quisesse contato.
“Eu não podia imaginar um conto de fadas também, tinha de estar preparada para tudo. Fui com o pensamento ‘só quero um abraço’. Era só o que eu queria. Estava confiante de que ele iria me abraçar, falar que me amava e que eu poderia falar que o amo também”, descreveu. “Não vou fazer nenhuma cobrança, nada. Nem pedir para ele voltar ou nada, nem cobrar explicação. Só quero o abraço.”
Apoio da família.
Ela afirmou que teve o apoio de toda a família, inclusive dos irmãos, que não puderam acompanhá-la. “É incrível isso, porque eu sofri muito na mão dos meus padrastos. Na escola, por exemplo, quando chegava o dia dos pais, todo mundo fazia cartinha e homenagem, e eu não. As outras crianças diziam ‘todo mundo tem pai, menos você’. Sempre senti falta dele.” (AG)
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