Sexta-feira, 29 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Após a morte de general, ministro iraniano acusa os Estados Unidos de terrorismo

Compartilhe esta notícia:

Ataque no aeroporto de Bagdá, no Iraque, vitimou nove pessoas, entre elas o general iraniano Qassem Soleimani. (Foto: Divulgação/Forças Armadas do Iraque/AFP)

Após o ataque americano que matou o general iraniano Qassem Soleimani na madrugada desta sexta-feira (3), em Bagdá, no Iraque, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, pediu “vingança implacável” e anunciou três dias de luto nacional. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e das agências de notícias AFP e Reuters.

“O martírio é a recompensa por seu trabalho incansável durante todos esses anos”, escreveu no Twitter. “Uma vingança implacável aguarda os criminosos que encheram suas mãos com seu sangue e o de outros mártires.”

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, também prometeu vingança “por esse crime horrível dos criminosos Estados Unidos”. Em um comunicado, ele disse ainda que a morte de Soleimani “redobra a determinação da nação iraniana e de outras nações livres da região de se opor à intimidação dos Estados Unidos e defender os valores islâmicos”.

O ministro das relações exteriores do país, Javad Zarif, condenou a ação e exigiu que os EUA sejam responsabilizados.

“O ato dos EUA de terrorismo internacional, localizando e assassinando o general Suleimani —a força mais efetiva no combate ao Daesh (Estado Islâmico), Al Nusrah, Al Qaeda e outros—é extremamente perigoso e tolo”, afirmou Zarif em seu perfil no Twitter.

A crise é a mais grave escalada nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã e colocou a comunidade internacional em alerta.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, demonstrou preocupação. “Este é um momento em que os líderes devem exercer o máximo de restrição. O mundo não pode permitir outra guerra no Golfo”, disse seu porta-voz.

Para o presidente francês, Emmanuel Macron, que discutiu a situação com o russo Vladimir Putin, o Irã precisa evitar qualquer tipo de provocação.

O porta-voz do Parlamento do Iraque, Mohammed al-Halbousi, condenou o ataque americano. “É uma flagrante violação da soberania e violação de acordos internacionais”, afirmou.

Ordenada por Donald Trump, a ação resultou em ao menos nove vítimas. Entre elas, Abu Mahdi al-Muhandis, líder de uma milícia iraquiana favorável a Teerã.

A Guarda Revolucionária, cuja unidade de elite, a Al Qods, era chefiada por Soleimani, disse que o ato fortaleceu a determinação de vingança.

“A breve alegria dos americanos e dos sionistas se transformará em luto”, disse o porta-voz Ramezan Sharif na televisão estatal.

O porta-voz do Hamas, Bassem Naim, responsabilizou os Estados Unidos pelas consequências.

“O assassinato abre as portas para todas as possibilidades na região, exceto calma e estabilidade”, diz a mensagem publicada no Twitter.

Na manhã desta sexta, o secretário de Estado do governo Trump afirmou à Fox News que o país continua comprometido com uma desescalada com o Irã, mas está preparado para se defender.

Antes disso, Pompeo havia elogiado a ação em uma mensagem publicada no Twitter. “Iraquianos dançando na rua por liberdade, gratos porque o general Suleimani se foi”, diz o texto.

O ex-vice-presidente e rival de Trump, Joe Biden, afirmou que o presidente deve uma explicação ao povo americano sobre a estratégia para proteção das tropas, da embaixada e dos interesses dos EUA na região.

A presidente da Câmara do congresso americano, Nancy Pelosi, disse que o bombardeio ameaça gerar uma escalada de violência na região.

“Os Estados Unidos e o mundo não podem permitir que as tensões cheguem a níveis irreversíveis”, afirmou a democrata em um comunicado.

O ministro das Relações Exteriores do Líbano demonstrou preocupação com que o país e o resto da região fossem prejudicados com as repercussões do ataque americano. Ele também condenou a ação, chamando-a de uma violação da soberania iraquiana.

Israel colocou seu exército em alerta e aliados dos EUA na Europa, incluindo a França e a Alemanha, manifestaram preocupação com a tensão na região.

O Reino Unido reforçou a segurança de suas bases militares no oriente médio. O ministro de relações exteriores, Dominic Raab, disse que a evolução do conflito não é do interesse britânico.

A relatora especial da ONU para execuções extrajudiciais, Agnes ​Callamard, publicou uma mensagem em uma rede social afirmando que as mortes foram provavelmente ilegais e que violaram as leis internacionais de direitos humanos.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

“Agimos para parar uma guerra, não para iniciar uma”, diz Donald Trump após ataque que matou general
Saiba por que o general iraniano foi morto pelos Estados Unidos e o que acontece agora
Pode te interessar