Sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 3 de janeiro de 2020
O presidente Donald Trump disse na tarde desta sexta-feira (3) que ordenou a morte de Qassem Soleimani para interromper uma guerra, e não começar uma, dizendo que o comandante militar iraniano estava planejando ataques iminentes aos americanos. “Soleimani estava planejando ataques iminentes e sinistros a diplomatas e militares americanos, mas nós o pegamos em flagrante e o demitimos”, disse a repórteres. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e da agência de notícias AFP e Reuters.
“Agimos ontem à noite para parar uma guerra. Não agimos para iniciar uma guerra”, disse Trump, acrescentando que os Estados Unidos não buscam mudanças de regime no Irã.
Durante o dia, Trump afirmou nas redes sociais que “o Irã nunca venceu uma guerra, mas nunca perdeu uma negociação” depois do ataque americano que matou o general iraniano Qassem Soleimani no Iraque.
Em uma série de mensagens no Twitter, Trump afirmou que os EUA enviaram bilhões de dólares por ano de ajuda ao Iraque, que Soleimani “deveria ter sido morto muitos anos atrás”, que matou muitos americanos e que “estava planejando matar muito mais … mas foi pego!”.
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou, em uma entrevista ao canal Fox News, que a ação contra Soleimani foi feita com ajuda de informações do serviço de inteligência e que foi posta em prática para interromper um “ataque iminente” que poderia ter ameaçado a segurança de americanos no Oriente Médio.
Um comunicado do Departamento de Defesa dos EUA publicado nesta sexta (3) afirmou que Soleimani estava “ativamente desenvolvendo planos para atacar diplomatas e outros funcionários americanos no Iraque e na região”.
O documento também responsabiliza Soleimani pela morte de um segurança que trabalhava em uma base americana atacada por um foguete e diz que ele aprovou os ataques feitos à embaixada americana em Bagdá na terça-feira (31).
Soleimani, 62, era visto como uma das figuras políticas mais poderosas do Irã. Ele liderava as operações militares iranianas no Oriente Médio como comandante da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã.
O general morreu em um ataque americano contra um aeroporto de Bagdá na madrugada desta sexta (noite de quinta no Brasil), em uma ação que resultou em ao menos nove vítimas, entre elas, Abu Mahdi al-Muhandis, líder de uma milícia iraquiana favorável a Teerã.
O governo americano confirmou em comunicado que foi o responsável pelo bombardeio realizado por um drone e que a ação foi autorizada pessoalmente pelo presidente Donald Trump.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, pediu “vingança implacável” e anunciou três dias de luto nacional.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, demonstrou preocupação. “Este é um momento em que os líderes devem exercer o máximo de moderação. O mundo não pode permitir outra guerra no Golfo”, disse seu porta-voz.
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