Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de maio de 2017
O governo não estava blefando quando alertou que exoneraria os ‘afilhados políticos’ de parlamentares que votassem contra as reformas propostas pelo Planalto. Já no início do mês as demissões atingiram indicações de mais de 30 deputados de partidos da base aliada. Agora, a mesma arma é usada para negociar outros apoios. Na sexta-feira, depois de coletar assinaturas para manter Renan Calheiros na liderança do PMDB, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) passou quase duas horas conversando com Michel Temer no Palácio do Planalto e foi lembrado dos cargos que tem no governo.
Calheiros tem mantido uma oposição pública ao governo do presidente Michel Temer (PMDB) e a insatisfação de peemedebistas com esse comportamento alcançou níveis sem precedentes na atual crise interna do PMDB, levando um grupo de senadores da legenda a se reunir para discutir a questão. Nos corredores do Senado, passou a circular a informação de que havia uma lista com assinaturas suficientes para destituir Renan do posto. Como a bancada tem 22 senadores, seriam necessários 12 votos. Aliado de Calheiros, Eduardo Braga passou então a coletar manifestações de apoio ao ex-presidente do Senado e alcançou a maioria.
No caso dos servidores já exonerados em represália à votação contrária na reforma trabalhista, os cargos foram assumidos por “adjuntos”. Desta forma, a decisão poderá ser revertida se os deputados considerados “infiéis” mudarem de posição. Esta “primeira fase” da retaliação atingiu apenas indicados para cargos de órgãos federais nos Estados. Mas há a possibilidade de uma segunda fase atingir diretamente os cargos em ministérios.
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