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Brasil Após denúncias contra o presidente Michel Temer, mercado financeiro vê inflação mais alta e PIB menor

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O ministro da Fazenda também estimou que o PIB do segundo trimestre deverá vir "próximo do equilíbrio". (Foto: Banco de Dados)

O mercado financeiro começou a ajustar suas estimativas para a economia após as denúncias de executivos da JBS, que envolvem o presidente Michel Temer. As previsões de inflação para 2017 e para 2018 subiram e as estimativas para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) recuaram.

As expectativas dos analistas do mercado financeiro foram coletadas pelo BC (Banco Central) na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (29) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus.

Para o comportamento do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2017 – a “inflação oficial” do País –, o mercado subiu sua previsão de 3,92% para 3,95%. Com isso, foi interrompida uma sequência de onze semanas de queda do indicador.

Mesmo assim, manteve-se a expectativa de que a inflação deste ano ficará abaixo da meta central, que é de 4,5%. A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para isso, eleva ou reduz a taxa de juros (Selic).

Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação avançou de 4,34% para 4,40%. O índice segue abaixo da meta central de inflação para o período (4,5%) e também do teto de 6% fixado para o ano que vem.

PIB, taxa de juros e câmbio 

Para o Produto Interno Bruto de 2017, o mercado financeiro reduziu sua estimativa de crescimento de 0,50% para 0,49%. Para 2018, os economistas das instituições financeiras baixaram sua estimativa de expansão do PIB estável de 2,50% para 2,48%.

O mercado financeiro manteve sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 8,5% ao ano no fechamento de 2017. Ou seja, os analistas continuam estimando novas reduções de juros neste ano. Atualmente, a Selic está em 11,25% ao ano. Para o fechamento de 2018, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa Selic continuou em 8,5% ao ano. Com isso, estimaram que os juros ficarão estáveis no ano que vem.

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio do dólar no fim de 2017 subiu de R$ 3,23 para R$ 3,25. Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para a moeda norte-americana avançou de R$ 3,36 para R$ 3,37. (AG) 

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