Sexta-feira, 15 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de maio de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou nessa quinta-feira (14) seu homólogo chinês, Xi Jinping, para visitar a Casa Branca em 24 de setembro. Em discurso no jantar de Estado em Pequim, o republicano elogiou o encontro “fantástico” e agradeceu a Xi pela “magnífica recepção, sem igual”.
A declaração ocorre após uma aguardada reunião entre os líderes, na qual assuntos espinhosos foram abordados, de Taiwan à guerra no Irã — a China é uma aliada de Teerã e principal compradora do petróleo iraniano.
“Tivemos conversas e reuniões extremamente positivas e produtivas hoje com a delegação chinesa, e esta noite é mais uma oportunidade valiosa para discutirmos entre amigos alguns dos assuntos que abordamos hoje”, disse Trump no jantar, acrescentando que os dois países “compartilham um profundo senso de respeito mútuo”.
Trump disse ter uma “relação fantástica” com Xi e afirmou que os laços entre os dois países “vão ser melhores do que nunca”.
“Vamos ter um futuro fantástico juntos. Tenho muito respeito pela China e pelo trabalho que você fez”, afirmou Trump, dirigindo-se a Xi.
“Você é um grande líder. Digo isso a todo mundo. Às vezes as pessoas não gostam que eu diga isso, mas digo mesmo assim porque é verdade. Eu só digo a verdade.”
O presidente americano classificou o encontro como “uma honra como poucas” já vividas e disse acreditar em um futuro positivo para a cooperação entre as duas potências.
Trump elogiou recepção na China e afirmou ter ficado impressionado com a participação de crianças nas cerimônias oficiais.
Durante o encontro, Xi afirmou que o mundo vive um período de transformações profundas e classificou o momento atual como uma “encruzilhada” global.
Segundo o líder chinês, os interesses comuns entre China e Estados Unidos superam as diferenças e a cooperação entre os países é benéfica para ambos e para o restante do mundo.
Xi afirmou ainda que China e Estados Unidos devem atuar como parceiros, e não como rivais, e buscar uma forma adequada de convivência entre grandes potências na nova era.
“Devemos ajudar uns aos outros a ter sucesso, prosperar juntos e encontrar a forma adequada para que grandes países convivam na nova era”, afirmou Xi.
Essa é a segunda vez em menos de um ano que Trump e Xi se encontram presencialmente. No último encontro, em outubro de 2025, os dois anunciaram acordos e concordaram em pausar a guerra comercial entre os dois países.
Desta vez, no entanto, a reunião ocorre em meio a um conflito em andamento: a guerra no Irã. Apesar do cessar-fogo no Oriente Médio, Trump vem ameaçando novos ataques diante da falta de acordo.
A China é uma importante parceira do Irã e segue como uma das principais compradoras do petróleo iraniano.
O governo Trump tem pressionado Pequim a usar a influência sobre o Irã para avançar negociações e impedir que o país desenvolva uma arma nuclear.
Além do Irã, Trump também deve tratar com Xi da Rússia, em uma tentativa de avançar nas conversas de paz com a Ucrânia.
Também há tensões que envolvem diretamente China e Estados Unidos. Em novembro de 2025, Trump acusou Pequim de testar armas nucleares em segredo. A acusação foi reforçada por um subsecretário norte-americano em fevereiro deste ano, pouco antes do início da guerra no Irã.
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