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Acontece Concurso Leiteiro consagra excelência e produtividade na Fenasul

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Vacas de Catuípe e Anta Gorda venceram a disputa após cinco ordenhas e participaram do tradicional banho de leite em Esteio (RS)

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective
Vacas de Catuípe e Anta Gorda venceram a disputa após cinco ordenhas e participaram do tradicional banho de leite em Esteio. (Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective)

Tradicional disputa da raça Holandesa premia exemplares de Catuípe e Anta Gorda em Esteio e reafirma a força da pecuária leiteira em um momento em que eficiência, genética e sustentabilidade redefinem o futuro do setor.

Entre ordenhas, genética e tradição, um dos momentos mais aguardados da Fenasul Expoleite voltou a colocar em evidência aquilo que há de mais técnico e estratégico dentro da cadeia leiteira brasileira: o Concurso Leiteiro da raça Holandesa. Realizado no Parque de Exposições Assis Brasil, o certame consagrou nesta edição exemplares de elite de Catuípe e Anta Gorda, mas seu significado vai muito além do anúncio das campeãs.

Em um setor cada vez mais orientado por eficiência produtiva, bem-estar animal e precisão genética, vencer em Esteio representa um selo técnico de excelência. É chancela de mercado e valorização do plantel.

Após cinco ordenhas oficiais, a campeã da categoria Vaca Adulta foi Garzella 439 Marua Alongside, da Granja Garzella, de Gelson Garzella, que alcançou média de 70,59 quilos de leite — índice obtido após o descarte da maior e da menor pesagem, metodologia adotada para assegurar equilíbrio técnico.

Na categoria Vaca Jovem, a vencedora foi Ferraboli 553 Doorman, da Granja Ferraboli, de Paulo, Diego e Diogo Ferraboli, com média de 56,08 quilos.

Os números impressionam, mas para quem vive a pecuária leiteira eles contam apenas parte da história. Por trás de cada litro há anos de seleção genética, investimento em nutrição, sanidade, conforto animal e acompanhamento técnico.

É justamente isso que o Concurso Leiteiro mede: não apenas volume, mas consistência e capacidade produtiva repetida sob rigor técnico. Durante os dias de competição, os animais permanecem em monitoramento intensivo. Alimentação, hidratação, descanso e rotina de ordenha são acompanhados de perto, porque pequenas alterações podem impactar diretamente o desempenho final.

Na prática, o concurso funciona como um laboratório vivo da cadeia leiteira. Para muitos criadores, conquistar um título em Esteio significa elevar o valor genético do plantel, ampliar reconhecimento de mercado e abrir novas oportunidades comerciais.

Durante a cerimônia, o presidente da Gadolando, Marcos Tang, destacou esse trabalho silencioso que sustenta os resultados em pista. “Agradeço a todo mundo que veio e também às autoridades por reconhecerem esse trabalho de quem está no campo fazendo a sua atividade. É o Brasil que está certo, está aqui”, afirmou.

Outro momento emblemático foi o tradicional banho de leite, ritual que consagra as campeãs em pista. A celebração mistura água e parte do leite impróprio para consumo humano, transformando um ato técnico em um dos momentos mais simbólicos da feira.

Como ocorre tradicionalmente, 1.020 litros de leite serão doados à Prefeitura de Esteio, com destinação a instituições sociais do município. O gesto reforça uma mensagem poderosa: o leite que simboliza produtividade também se transforma em solidariedade.

Na edição de 2026, o Concurso Leiteiro reafirma uma tendência clara da pecuária moderna: produzir mais já não basta. É preciso produzir melhor, unindo genética superior, eficiência econômica, sustentabilidade e bem-estar animal em um mesmo sistema produtivo.

Ao premiar animais de Catuípe e Anta Gorda, a Fenasul Expoleite celebra uma cadeia inteira — feita de famílias produtoras, assistência técnica, cooperativismo, pesquisa e inovação — estratégica para o desenvolvimento rural gaúcho.

No centro da pista, entre aplausos, tradição e litros de excelência, ficou evidente que o futuro do leite brasileiro continua sendo construído onde sempre começou: dentro da porteira — transformando tradição em tecnologia, renda e desenvolvimento no campo. (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

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