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Mundo Após lei marcial, presidente da Coreia do Sul agora pode sofrer impeachment

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Deputados já haviam dito que pediriam o impeachment de Yoon Suk Yeol, presidente sul-coreano, após ele ter decretado lei marcial, o que jogou o país no caos político

Foto: Reprodução
O país está imerso em um caos político desde o mês passado, com Yoon interditado na residência presidencial (Foto: Reprodução)

O Parlamento da Coreia do Sul apresentou formalmente nesta quarta-feira (4) uma moção de impeachment contra o presidente do país, Yoon Suk Yeol. O pedido é uma retaliação à imposição da lei marcial anunciada na terça-feira (03) por Yoon, que também já foi derrubada pelos deputados em uma votação de urgência.

Com a moção formalizada, os deputados agora votarão o impeachment, que deve destituir Yoon do cargo. Ainda não há previsão para a votação. O Partido do Poder Popular, governista, disse que se oporá ao impeachment.

O impeachment foi apresentado ao Parlamento por deputados da oposição, que ajudaram a revogar a lei marcial anunciada por Yoon de surpresa no final da noite de terça no horário local de Seul. Em uma votação unânime logo após o anúncio, os 190 parlamentares presentes em uma sessão cercada por militares do comando da lei marcial forçaram o presidente a voltar atrás na sua decisão e restaurar os direitos civis da população.

A população sul-coreana também pede a retirada de Yoon da presidência, seja por um impeachment ou pela renúncia, com protestos desde a madrugada de terça para quarta. Caso o presidente Yeol sofra o impeachment ou renuncie, uma nova eleição será convocada e realizada em até 60 dias, segundo a lei sul-coreana.

Protestos no palácio presidencial

Com cartazes e cantos com palavras de ordem, milhares de manifestantes marcharam até o gabinete presidencial em Seoul, na noite de quarta-feira (manhã de quarta, no horário de Brasília), pedindo a renúncia do presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol.

O movimento se uniu à pressão da oposição do país para o impeachment do chefe do Executivo, protocolado nesta quarta-feira (04).

A manifestação começou com uma concentração na Praça Gwanghwamun e pessoas acendendo velas e logo rumou em direção ao escritório presidencial, no distrito de Yongsan, centro de Seul. No entanto, a marcha foi bloqueada por um cordão policial.

O presidente Suk Yeol surpreendeu o país ao impor a lei marcial na noite de terça-feira (no horário local). A medida ocorreu em meio a uma crise política e frustrações do chefe do Executivo com a oposição, alegando que era preciso eliminar “forças antinacionais pró-Coreia do Norte”, porém sem entrar em detalhes.

Seis partidos de oposição ao governo na Coreia do Sul apresentaram nesta quarta-feira (4) um pedido de impeachment contra o presidente Yoon Suk Yeol após a crise gerada pelo decreto de lei marcial, que restringe direitos civis, informou a agência de notícias Associated Press. Horas após o decreto, o presidente recuou e revogou a medida ainda na terça-feira.

Segundo a agência, para que o impeachment seja seja bem-sucedido é necessário o apoio de dois terços do parlamento, que tem maioria da oposição, além da aprovação de pelo menos seis juízes do Tribunal Constitucional.

O pedido, apresentado nesta quarta-feira, poderá ser colocado em votação na sexta-feira (6), de acordo com o deputado do Partido Democrático, o principal da oposição, Kim Yong-min, informou a AP.

Conforme a agência coreana Yonhap, o pedido de impeachment foi assinado por 191 legisladores da oposição, sem o apoio de qualquer parlamentar do partido governista.

Por conta da crise, os principais assessores e secretários de Yoon ofereceram suas renúncias coletivamente, e membros do gabinete, incluindo o ministro da Defesa, Kim Yong Hyun, também enfrentam pedidos para deixarem seus cargos.

As renúncias foram entregues em meio à crise gerada pelo decreto de lei marcial. A revogação do decreto ocorreu depois que os deputados da Assembleia Nacional votaram para banir a medida.

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