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Mundo Após morte de George Floyd, onda de manifestações contra racismo chega à Espanha e à Itália

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Morte de George Floyd, cidadão negro dos Estados Unidos, motiva protestos pelo mundo.

Foto: Xavi Ariza/Fotomovimiento/Fotos Públicas
Morte de George Floyd, cidadão negro dos Estados Unidos, motiva protestos pelo mundo. (Foto: Xavi Ariza/Fotomovimiento/Fotos Públicas)

Milhares de espanhóis e italianos foram às ruas, neste domingo (7), para denunciar o racismo e a repressão policial no mundo.

Manifestações antirracismo ocorrem pelo mundo desde a morte de George Floyd, cidadão negro sufocado por um policial branco em Minneapolis, nos Estados Unidos.

Na Espanha

Em Madri, capital da Espanha, cerca de 3.000 manifestantes – conforme estimativa da polícia local – reuniram-se em frente à embaixada dos Estados Unidos e repetiram as últimas palavras de Floyd: “Não consigo respirar”.

Também entoaram mensagens como “Não há paz sem justiça”, ou “Vocês, racistas, vocês são terroristas!”.

O grupo se ajoelhou por um minuto, em silêncio. Na sequência, caminhou pacificamente rumo à emblemática Puerta del Sol, no coração da capital da espanhola.

Em Barcelona, no nordeste do país, centenas de manifestantes lotaram a Plaza de Sant Jaume, uma das principais da cidade. Usando máscaras e mantendo distância uns dos outros, espalharam cartazes em inglês para denunciar o racismo na Espanha e na Europa.

A organização Comunidade Negra, Africana e Afrodescendente na Espanha (CNAAE) convocou manifestações em dez cidades do país: de Pamplona, no norte, até o arquipélago das Canárias, na costa oeste da África.

Na Itália

Em Roma, uma manifestação espontânea surgiu na famosa Piazza del Popolo, com milhares de jovens ajoelhados em silêncio e de punhos erguidos, por quase nove minutos. Foi durante esse tempo que o policial manteve o joelho pressionado no pescoço de Floyd, até ele sufocar.

Quando os manifestantes se levantaram, também gritaram: “Não consigo respirar!”.

Sem fronteiras

Para Leinisa Semedo, uma tradutora espanhola de 26 anos, do Cabo Verde, “o racismo não conhece fronteiras”.

“Morei na China, em Portugal e agora na Espanha. E em todos os países onde vivi, sofri discriminação pela cor da minha pele”, desabafou.

Na manifestação em Roma, que contou com muitos imigrantes africanos, Michael Taylor, do Botsuana, compareceu com toda sua família.

“Eu sou um africano branco e, às vezes, sinto medo e desprezo apenas porque sou estrangeiro”, disse ele à agência de notícias AFP. “Imagine como seriam as coisas se eu fosse negro”, completou.

“É realmente difícil viver aqui”, disse Morikeba Samate, senegalês de 32 anos, uma das dezenas de milhares de migrantes que chegaram à Itália após uma perigosa viagem pelo Mediterrâneo.

“Eles acham que somos todos ladrões”, reclamou.

Outras marchas estão programadas para este domingo em Copenhague, Bruxelas, Glasgow e Londres.

A indignação que levou milhares de americanos a irem às ruas após o assassinato de George Floyd, em 25 de maio, nos EUA, espalha-se, progressivamente, pelo mundo.

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