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Mundo Após nove meses “presos” no espaço, astronautas norte-americanos retornam com sucesso à Terra

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O veículo aterrissou no mar da Flórida às 18h58 (horário de Brasília).

Foto: Nasa
A cápsula SpaceX Dragon pousa perto da costa de Tallahassee com os astronautas Nick Hague, Suni Williams, Butch Wilmore e o cosmonauta Aleksandr Gorbunov. (Foto: Nasa)

Depois de nove meses, os astronautas norte-americanos Suni Williams e Butch Wilmore, que estavam “presos” no espaço finalmente retornaram à Terra. A nave com a dupla do voo-teste da Starliner e da missão “Crew-9” pousou no Oceano Atlântico na noite dessa terça-feira (18). A aterrissagem foi em trecho do mar próximo à região de Talahasse, no litoral da Flórida (EUA), às 18h58min (horário de Brasília).

A missão que deveria durar apenas oito dias se estendeu por impressionantes nove meses, totalizando 286 dias na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) devido a problemas técnicos na cápsula Starliner, da Boeing, que originalmente deveria tê-los trazido de volta em junho de 2024.

Apesar do longo período no espaço, essa não foi a permanência mais longa já registrada. As missões da ISS duram, em média, seis meses, mas o astronauta Frank Rubio detém o recorde da Nasa com 371 dias seguidos em órbita.

Antes disso, o cosmonauta Valeri Polyakov passou 437 dias na estação russa Mir entre 1994 e 1995, estabelecendo o recorde mundial considerando missões da Nasa e da Roscosmos, a agência espacial russa.

Com o retorno da Starliner adiado indefinidamente, a solução encontrada foi embarcar Williams e Wilmore na cápsula Dragon Freedom, da SpaceX, que desacoplou da ISS na madrugada desta terça-feira.

A bordo também estavam os astronautas Nick Hague e o cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov, integrantes da missão Crew-9.

O trajeto de volta incluiu várias fases críticas: o desacoplamento da estação, uma série de manobras orbitais para posicionar a cápsula corretamente, a queima de reentrada que desacelerou a nave, e finalmente a descida controlada até o oceano usando paraquedas.

Todo o processo de retorno durou aproximadamente 17 horas, desde o fechamento da escotilha até a amerissagem nas águas da costa da Flórida.

Com a missão, Williams, engenheira e ex-oficial da Marinha dos EUA, acumulou 322 dias no espaço e detém o recorde feminino de nove caminhadas espaciais. Já Wilmore, piloto e engenheiro elétrico, possui mais de 8 mil horas de voo e já participou de duas missões espaciais.

Durante a longa espera, ambos seguiram trabalhando na ISS, auxiliando em pesquisas científicas e tarefas de manutenção.

Riscos

Sem a força gravitacional da Terra, o corpo humano passa por mudanças significativas. Uma das alterações mais evidentes ocorre nos nossos ossos e músculos.

Em um ambiente de microgravidade (uma gravidade muito fraca, onde pessoas e objetos parecem flutuar, como no espaço), os ossos perdem cerca de 1,5% de sua densidade a cada mês, ou seja, ficam mais frágeis e suscetíveis a fraturas.

Isso acontece porque, sem o peso constante do corpo pressionando contra o solo, o organismo “entende” que não precisa manter estruturas ósseas tão resistentes.

Fora isso, os músculos também sofrem uma deterioração acelerada no espaço. Sem o esforço constante contra a gravidade, eles tendem a atrofiar rapidamente.

Justamente por causa disso, os astronautas seguem rotinas rigorosas de exercícios durante toda missão, com treinamentos aeróbicos e de resistência para minimizar essas perdas.

Segundo a Nasa, os astronautas devem se exercitar por aproximadamente 2,5 horas por dia quando estão no espaço para reduzir os efeitos da gravidade zero em seus ossos e músculos.

Para isso, a agência desenvolveu máquinas especializadas para que os astronautas façam seus treinos diários. Um dos exercícios tradicionais é corrida em esteira – cerca de uma hora do regime de exercícios é gasta no equipamento.

Mas além da esteira, os astronautas também têm à disposição um sistema de levantamento de peso e uma máquina de ciclismo.

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