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Viagem e Turismo Após os ataques em Paris, até hoje a Torre Eiffel não conseguiu recuperar os visitantes diários

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Paris está em estado de alerta máximo de segurança desde os atentados que sofreu em novembro. (Foto: Reprodução)

O total de visitantes da Torre Eiffel, o monumento pago mais frequentado do mundo, caiu 2,5% no ano passado com relação a 2014, uma baixa atribuída aos atentados de 13 de novembro em Paris, na França. As informações foram divulgadas pela SETE, companhia que administra a atração turística. Até os “trágicos eventos” de Paris e de Saint-Denis, em novembro de 2015, o número de visitantes subia 1% se comparado ao ano anterior, revelou a empresa. Após os ataques, o monumento esteve fechado por dois dias e em outros dois foi aberto parcialmente.

No ano passado, 6,9 milhões de pessoas visitaram a Torre Eiffel. Em 2014, o total foi de 7.097.302. Quase 80% dos visitantes eram estrangeiros, a maioria dos Estados Unidos e do Canadá (10,9%), seguidos de Reino Unido (7,2%) e Espanha (6,8%). A SETE ainda informou que em 2015 se mantiveram estáveis as visitas de turistas de Estados Unidos, Canadá e Europa Ocidental. Por sua vez, caíram ligeiramente as presenças de pessoas da Rússia e se recuperaram as do Brasil (que foram 3,9% do total), além de ter sido registrada uma progressão de visitantes indianos e chineses.

HOTÉIS FRANCESES PERDERAM MAIS DE 1 BILHÃO DE REAIS APÓS ATAQUES EM PARIS
Os ataques em Paris já custaram à hotelaria francesa cerca de 270 milhões de euros (1,1 bilhão de reais) em perdas de receita, e podem continuar a causar impacto sobre as taxas de ocupação dos hotéis, informou a consultoria MKG Group. A empresa de pesquisas relatou que o setor ainda sofre em janeiro, mas que há alguma perspectiva de recuperação para meados de fevereiro, desde que não ocorram novos incidentes.

A melhora na situação econômica, a realização do campeonato de futebol Euro 2016 na França, em junho, e de feiras comerciais devem ajudar a impulsionar a demanda por quartos de hotel neste ano, acrescentou a empresa. A capital francesa tem permanecido em estado de alerta máximo de segurança desde que 130 pessoas foram mortas em ataques a tiros e atentados à bomba no último dia 13 de novembro.

Os atentados estremeceram a indústria do turismo em uma das cidades mais visitadas do mundo, com proprietários de hotéis, operadores de turismo e outros membros da indústria esperando que a queda prevista no número de visitantes não perdure por muito tempo. Em dezembro, o presidente-executivo da AccorHotels revelou que o maior grupo hoteleiro da Europa sentiu um “real impacto econômico” em decorrência dos ataques, com menos reservas de última hora para a segunda semana de dezembro em comparação com o ano anterior. Ele ainda previu que o efeito negativo deve durar de três a quatro meses.

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