Quinta-feira, 06 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 4 de fevereiro de 2017
Aberto desde janeiro como área de lazer nos finais de semana, o Parque Olímpico, coração dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, mostra sinais de abandono. Quatro meses depois do encerramento dos Jogos Paralímpicos, o local parece muito mais uma cidade fantasma que um espaço dedicado à recreação e ao esporte.
Segundo o jornal O Globo, em 24 de novembro do ano passado, a prefeitura do Rio, ainda na gestão do ex-prefeito Eduardo Paes, contratou, em caráter de emergência, sem licitação, a empresa M Rocha Engenharia para cuidar das arenas e da área comum do parque – que para isso, receberá R$ 3.324.576,31.
As arenas sofrem com a falta de cuidados. A reportagem do jornal mostrou ainda que a piscina de aquecimento, que nos Jogos estava coberta por uma estrutura temporária, está a céu aberto. Sem tratamento, a água acumulada está com lodo e insetos, inclusive mosquitos.
A M Rocha Engenharia, contratada para fazer a manutenção do interior das arenas cariocas 1,2, 3 , do tênis , do parque aquático e do velódromo, afirmou que a restauração do painel de Adriana Varejão não está prevista no contrato.
A assessoria de Eduardo Paes disse que teve que fazer a contratação emergencial porque realizou duas licitações em que não apareceram interessados.
O Ministério do Esporte disse que o desmonte das arenas é de responsabilidade da prefeitura, e que não tem como informar quando eles serão feitos. A prefeitura não informou quando isso vai ocorrer.
A subsecretaria de Esportes e Lazer disse que vai colocar uma lona na estrutura da piscina que está acumulando água no Parque Aquático. Segundo a prefeitura, as piscinas serão retiradas antes do prazo previsto, que é agosto.
A abertura do novo espaço foi feita pelo novo prefeito do Rio, Marcelo Crivella que convocou os cariocas a aproveitarem o local para a prática de esportes ao ar livre.
“O povo do Rio de Janeiro pode conhecer esse lugar tão bonito, cuja moldura feita pelas mãos de Deus, que são as montanhas, as lagoas e essa vista linda. Eu convido a todos do Rio de Janeiro para vir aproveitar”, destacou Crivella no dia da abertura.
Duas semanas depois não é esse o cenário. Em um primeiro momento, a paisagem remete aos cenários de “A última esperança da terra” e “Eu sou a lenda” – tramas de ficção científica que mostram cidades vazias após um evento cataclísmico.
Poucas pessoas buscaram o parque para um passeio na tarde deste sábado (4). Uma caminhada no terreno do Parque Olímpico – pelo menos pelas partes mais afastadas da instalação – tem que ser feita com atenção, pois há pregos, pedras soltas e pedaços de cano espalhados pelo chão. Além disso, os canteiros no entorno das árvores acumulam água parada – fazem a alegria apenas das aves que matam a sede no local. Mas que podem servir de criadouro de mosquitos, inclusive do Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como dengue, chicungunya e zika.
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