Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de janeiro de 2026
Após terminar um ano marcado por tensões com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), as bancadas do PT e da oposição devem trocar o nome de seus líderes, o que pode ajudar a apaziguar o ambiente na volta dos trabalhos do Legislativo, em fevereiro. O PT deve substituir Lindbergh Farias (RJ), conhecido pelo perfil combativo, pelo deputado Pedro Uczai (PT-SC).
De perfil mais conciliador, Uczai é ligado às pautas da educação – tema de interesse de Motta. Ele foi relator do Pé-de-Meia, e parlamentar atuante da Comissão de Educação da Casa.
Lindbergh protagonizou momentos de embate com Motta ao longo de 2025. O ápice do conflito ocorreu em novembro, quando o presidente da Casa anunciou publicamente estar rompido com o petista. À época, o líder do PT rebateu a declaração, que chamou “imatura”, e chegou a dizer na tribuna que o paraibano havia perdido as condições de comandar a Casa.
Com a chegada de Uczai ao cargo, aliados de Motta avaliam que a relação dele com o futuro líder do PT pode ajudar no andamento dos trabalhos na Casa em 2026, no ano eleitoral.
Apesar dos desgastes e embates com Lindbergh, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou no final do ano passado que a relação com o presidente da Casa terminava 2025 em alta e caminhava para uma recomposição. Guimarães, por sua vez, deve permanecer no cargo.
Outra cadeira que terá mudança será a do líder da oposição. Sai o deputado Coronel Zucco (PL-RS) e entra Cabo Gilberto (PL-PB), que é conterrâneo do presidente da Casa e participa de articulações para compor a chapa majoritária e concorrer ao Senado ao lado de Efraim Filho (União-PB), que deve se lançar ao governo e rivalizar com o grupo de Motta. Por serem do mesmo estado, há quem indique que isso pode facilitar a relação entre os dois paraibanos.
A tentativa de se equilibrar entre os pleitos da oposição e do PT foi o maior desafio ao primeiro ano da gestão de Motta. O paraibano também teve desgastes com o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), que deve permanecer no cargo. Momentos como a obstrução bolsonarista à Mesa Diretora e a pressão pela votação da anistia marcaram a relação entre os dois.
Também já anunciada está a troca do líder do PSB. O deputado Pedro Campos (PE) deve sair da liderança da bancada para se dedicar às costuras eleitorais, e Jonas Donizette (SP) assumirá o posto. Além disso, o líder da maioria, Arlindo Chinaglia (PT-SP), também deve sair, mas ainda não está claro quem ficará no lugar.
Apesar das mudanças pontuais no colégio de líderes, o considerado “núcleo duro” de Motta deve se manter, com o líder do PP, Dr. Luizinho (RJ), do MDB, Isnaldo Bulhões (AL), e do União Brasil, Pedro Lucas (MA), que devem permanecer nos cargos e continuar a amparar Motta na condução da Casa.
Além disso, algumas bancadas ainda não anunciaram se pretendem fazer mudanças e devem se reunir no retorno dos trabalhos legislativos para deliberar sobre reconduções ou novas indicações. As informações são do jornal Valor Econômico.
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