Segunda-feira, 22 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 24 de setembro de 2015
O príncipe saudita Khaled al-Faisal responsabilizou “alguns peregrinos de nacionalidades africanas” pela confusão que matou pelo menos 717 pessoas que participavam de uma peregrinação perto de Meca, na Arábia Saudita, no primeiro dia do Edi al-Adha (Grande Festa ou Festa do Sacrifício). Para o vice-ministro de Assuntos Exteriores do Irã, Hossein Amir Abdollahian, entretanto, a culpa é do governo árabe: “O reino da Arábia Saudita é o responsável pela tragédia”, afirmou.
Esta foi a maior tragédia durante o Hajj — a peregrinação à cidade sagrada — em 25 anos no país. Em 1990, 1.426 peregrinos morreram em um tumulto num túnel de pedestres superlotado que dá acesso aos locais sagrados. Os incidentes levaram o governo saudita a implementar melhorias de segurança nos últimos anos.
O tumulto eclodiu na manhã desta quinta-feira quando dois grandes grupos de peregrinos aglomeraram-se em um cruzamento de duas estradas, às 9h, quando se dirigiam à Jamarat — a estrutura na qual os fiéis apedrejam simbolicamente Satanás. De acordo com um comunicado da Defesa Civil difundido nas redes sociais, a multidão fez com que muitas pessoas caíssem e fossem esmagadas ou pisoteadas.
Entre os mortos há peregrinos de vários países, incluindo iranianos, paquistaneses e indianos. Acredita-se que europeus também morreram na tragédia. Os estrangeiros representam cerca de três quartos dos 2 milhões de peregrinos estimados para o Hajj deste ano. Em nota, o Itamaraty afirmou que A Embaixada do Brasil em Riad não tem registro até o momento de vítimas de nacionalidade brasileira.
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