Sábado, 08 de Agosto de 2020

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Mundo Argentina registra recorde de 75 mortes por coronavírus em um um dia

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Epicentro da contaminação é a região metropolitana de Buenos Aires, onde vivem 14 milhões dos 44 milhões de habitantes do país

Foto: Reprodução
O país também somou 127 óbitos, o que elevou para 4.106 o número total de falecimentos por coronavírus. (Foto: Reprodução)

A Argentina registrou nesta segunda-feira (06) 75 falecidos pelo novo coronavírus, a maior cifra de mortos em um dia desde o início da pandemia que totaliza 1.582 vítimas fatais de um total de 80.434 casos no país, segundo autoridades.

O epicentro dos casos é a capital argentina e sua populosa periferia, a região metropolitana de Buenos Aires, onde vivem 14 milhões dos 44 milhões de habitantes do país.

Esta região, onde se concentram mais de 90% dos casos de Covid-19, está em estrita quarentena disposta pelo governo desde 1º de julho até 17 de julho como ferramenta para frear os contágios.

O último boletim epidemiológico informou que 676 pessoas permanecem internadas em unidades de terapia intensiva, 26% a mais que há uma semana. O percentual de ocupação em UTIs para adultos aumentou até se situar em 51,6% na capital argentina e 58,8% em sua periferia, um dado que é seguido de perto pelas autoridades.

O governo do presidente Alberto Fernández impôs restrições às atividades em 20 de março passado, mas desde então a maioria das províncias flexibilizou o isolamento social, com idas e vindas, segundo a evolução dos contágios.

O Executivo tem reiterado que decretar uma quarentena precoce “permitiu salvar vidas” porque achatou a curva de contágios e deu tempo para reforçar a infraestrutura sanitária.

A crise econômica resultante da paralisação de atividades tem sido em parte compensada por uma bateria de medidas de ajuda social, pagamento de salários a particulares, créditos a juros baixos e suspensão de impostos, entre outros.

No entanto, a crescente necessidade econômica levou muitos a violar restrições enquanto as autoridades dobraram os controles, sobretudo no transporte público.

A pandemia atinge uma economia argentina em recessão desde 2018 e com um terço de sua população na pobreza.

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