Quarta-feira, 23 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Arma de Bolsonaro apreendida com militar foi inutilizada com aval de Michelle, aponta investigação

Compartilhe esta notícia:

Equipe de segurança retirou o percussor da arma por preocupação com a integridade física do ex-presidente. (Foto: Reprodução)

A arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro e apreendida durante uma abordagem realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal havia sido temporariamente inutilizada por decisão da equipe responsável pela segurança dele, com autorização da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. As informações foram obtidas a partir de relatos de pessoas que tiveram acesso aos documentos da investigação e ao depoimento prestado pelo militar que atua na segurança do ex-presidente e que estava transportando o armamento no momento da abordagem.

O veículo abordado era conduzido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, que prestou depoimento às autoridades e foi liberado posteriormente. Segundo pessoas próximas à investigação, o militar informou que levava a arma após um pedido feito pelo próprio ex-presidente para que o equipamento passasse por reparos. No momento da apreensão, o armamento estava sem o percussor, componente responsável por acionar o disparo.

De acordo com os relatos de pessoas que tiveram acesso ao conteúdo da investigação, o militar explicou que a retirada temporária da peça ocorreu por decisão da equipe de segurança. A medida teria sido adotada em razão da quantidade de medicamentos utilizados por Bolsonaro naquele período, segundo a versão apresentada no depoimento.

Conforme informações divulgadas pelo blog da jornalista Julia Duailibi, do portal de notícias g1, com base em relatos de pessoas que acompanham a investigação, a decisão de retirar o percussor foi tomada em conjunto pela equipe de segurança e familiares do ex-presidente, com o aval de Michelle Bolsonaro. Na semana anterior, a comentarista da GloboNews Ana Flor havia informado que a arma tinha passado por uma alteração após a retirada de uma peça, a pedido da família. O depoimento do militar, segundo os relatos, confirmou que a autorização para a remoção do componente partiu da ex-primeira-dama.

Ainda segundo pessoas que tiveram acesso ao depoimento, Estácio Leite da Silva Filho afirmou que ele mesmo recolocou o percussor depois de concluir o reparo da arma. O militar teria relatado, porém, que a devolução do armamento ao ex-presidente dependeria de uma autorização de Michelle Bolsonaro. Como ela não estava presente no momento em que o conserto foi finalizado, ele decidiu levar a arma para sua residência, onde faria os procedimentos necessários antes de entregá-la novamente.

Os relatos também indicam que a retirada do percussor ocorreu no mesmo período em que Bolsonaro tentou danificar uma tornozeleira eletrônica utilizando um ferro de solda. Na ocasião, o ex-presidente afirmou que teve um episódio de alucinação e mencionou sentir “certa paranoia”, que ele associou ao uso de medicamentos.

Após o episódio envolvendo a tornozeleira, a equipe de segurança teria decidido ampliar os cuidados relacionados à integridade física do ex-presidente. A investigação busca esclarecer as circunstâncias envolvendo o transporte da arma, a retirada temporária da peça e as decisões tomadas pela equipe responsável pela segurança. (Com informações do portal de notícias g1)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Após críticas ao colega André Mendonça, Gilmar Mendes diz que divergências não significam desunião do Supremo diante do caso do Banco Master
Partidos de Lula e Bolsonaro pedem ao Tribunal Superior Eleitoral para driblar regra sobre cota para mulheres e negros
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x