Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de outubro de 2023
A arma utilizada por Matheus da Silva Rezende, conhecido como Faustão, ao ser morto na segunda-feira (23) está registrada no nome de um policial militar, que foi preso administrativamente no Batalhão de Choque. Horas após a incursão da Polícia Civil na comunidade Três Pontes, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, quando o miliciano foi alvejado após reagir a uma abordagem, o sargento Bruno Bento do Nascimento registrou uma ocorrência informando o extravio da mesma pistola Glock, em Teresópolis, na Região Serrana do Estado.
Em nota, a Polícia Militar informa que a “corporação tomou conhecimento do fato e apura, por meio da Corregedoria e da 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, as circunstâncias do caso para tomar as medidas cabíveis”. Nessa terça-feira (24), agentes da Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco) realizaram diligências na casa de Nascimento para apurar as circunstâncias do suposto extravio.
O registro foi feito na 110ª DP (Teresópolis) às 23h08min de segunda-feira, quando o sargento, lotado no Batalhão de Choque, relatou que “não tem ideia” de onde perdeu o armamento, nem quando isso aconteceu. Nos seus cálculos o extravio teria ocorrido em algum momento nos últimos 15 dias.
Além da arma de fogo pertencente à Polícia Militar, dois carregadores, com 28 munições, também foram extraviados, segundo o PM. Ainda na delegacia, ele contou estar de férias e disse que a perda deu-se nesse período, no mês de outubro.
Faustão, também conhecido como Teteus, era integrante da milícia de Luis Antonio da Silva Braga, o Zinho, de quem também era sobrinho. Considerado o sucessor do tio, o miliciano foi morto durante incursão da Polícia Civil, que reuniu integrantes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), Polinter e unidades especializadas, na segunda-feira.
A sua morte gerou uma represália que levou caos a diversos bairros da Zona Oeste, com 35 ônibus incendiados, além de caminhões e carros de passeio. A cidade chegou a entrar em estágio de atenção, o terceiro em uma escala de cinco, devido ao impacto das ocorrências à população.
Além dos veículos, a estação Santa Veridiana do BRT também foi incendiada, enquanto as paradas Vendas de Varanda, Cesarão e 31 de Outubro sofreram tentativas de incêndio. Por isso, a Mobi-Rio, empresa municipal responsável pelo modal, suspendeu a circulação no corredor Transoeste.
Quem optou pelos trens também enfrentou problemas. No início da noite, uma composição da SuperVia foi incendiada na estação Tancredo Neves, uma antes de Santa Cruz, o que interrompeu o serviço em seis paradas: os trens só fizeram viagem entre a Central e Campo Grande. As informações são do jornal O Globo.
Os comentários estão desativados.