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Economia Arrecadação federal chega a quase R$ 138 bilhões em março, valor recorde para o mês

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Nos três primeiros meses deste ano, a arrecadação federal somou R$ 445,9 bilhões

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
O resultado representa uma queda real (descontada a inflação) de 0,12% na comparação com 2022. (Foto: Reprodução)

A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais atingiu R$ 137,932 bilhões em março, valor recorde para o mês, informou a Secretaria da Receita Federal nesta terça-feira (20).

Na comparação com março do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 116,410 bilhões, houve aumento real (descontada a inflação) de 18,49%. O resultado ainda não refletiu os efeitos da segunda onda da pandemia de coronavírus no Brasil, que devem ser sentidos na arrecadação de abril.

Nos três primeiros meses deste ano, a arrecadação federal somou R$ 445,9 bilhões. O valor representa uma alta real (descontada a inflação) de 5,64% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado (R$ 426,287 bilhões), um novo recorde para o período.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou o resultado da arrecadação em março e no primeiro trimestre deste ano. Segundo ele, os bons números mostram que a atividade econômica estava se recuperando novamente, mas o ministro acrescentou que a segunda onda de Covid-19 pode ter impacto no nível de atividade.

“Estamos observando que os índices de atividade econômica do Banco Central vieram bem acima do esperado, mostrando recuperação em todos setores, até mesmo o comércio superando a fase pré-pandemia. E índices de emprego formal mostram que o Brasil se levantou. Foi derrubado pela pandemia, mas se recuperou”, disse Guedes.

Segundo ele, é preciso acelerar o ritmo de vacinação para permitir um retorno seguro ao trabalho. “A melhor política fiscal [para as contas públicas] é vacina, vacina e vacina. Porque temos de garantir o retorno seguro ao trabalho da população brasileira. É possível que haja um impacto da segunda onda”, declarou.

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