Quarta-feira, 01 de Abril de 2020

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Magazine Arte e cultura

Retrato de Gilda Marinho assinado por João Fahrion. (Foto: Reprodução)
Gasparotto 

“Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te.”

William Shakespeare

  • Inaugurou neste sábado a exposição “A Modernidade Impressa – Artistas e Ilustradores da Livraria do Globo”, coordenada pela jornalista e historiadora da arte Paula Ramos, que lançou livro homônimo no Margs. Iniciei minha atividade jornalística também na Revista do Globo, a convite de Flávio Carneiro, mas a ligação já era de muito tempo. Cedo comecei a ler, e logo aprendi o caminho da Livraria do Globo, que era o point da intelectualidade.
  • As histórias são muitas relacionadas à casa, e entre outras recordo a admiração de João Fahrion por sua então colega de redação, a jornalista Gilda Marinho. Fahrion fez vários desenhos e pinturas da sua musa. Um dos retratos, comentava ele, inspirado na Rainha Nefertiti, do Egito. Dizia que Gilda tinha o perfil da bela personagem da história egípcia. Ela guardou a lembrança, mas não a expunha, pois a obra era datada, e Gilda detestava evidenciar datas. Pela primeira vez pode ser admirado.
  • O trabalho categorizado de Paula Ramos resgata uma das mais gratas e relevantes lembranças gaúchas, pois a editora Globo, assim como a Revista do Globo, foram marcos na América do Sul. Millôr Fernandes garantia que Marcel Proust fosse editado em português primeiramente aqui, pela família Bertaso, antes de Portugal. O livro e a exposição assinalam um dos mais importantes eventos culturais de 2016. Estes e outros fatos evidenciam o prestígio do então, nosso, grupo Globo. Sou viúvo convicto da Globo e da Varig!

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