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Economia As exportações brasileiras do agronegócio em maio somam quase 11 bilhões de dólares e são recorde para o mês

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O desempenho reflete, principalmente, os embarques de soja em grão (US$ 5,2 bilhões), carne bovina (US$ 780 milhões), açúcar (US$ 767 milhões) e café verde (US$ 468 milhões). (Foto: iStock/Mapa)

O agronegócio brasileiro registrou um valor recorde nas exportações de maio com 10,9 bilhões de dólares (alta de 17,9%) e correspondeu a 60,9% do total exportado pelo País. O desempenho reflete, principalmente, os embarques de soja em grão (US$ 5,2 bilhões), carne bovina (US$ 780 milhões), açúcar (US$ 767 milhões) e café verde (US$ 468 milhões). O recorde anterior para os meses de maio foi registrado em 2012, ano em que as exportações do agronegócio chegaram a US$ 10,25 bilhões.

As importações de produtos do agronegócio diminuíram de US$ 1,18 bilhão (maio 2019) para US$ 835,78 milhões em maio deste ano, recuo de 29,3%. De acordo com o Boletim da Balança do Agronegócio, divulgado na quarta-feira (10) pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o saldo da balança totalizou US$ 10 bilhões.

Em maio de 2020, os cinco principais mercados fornecedores de produtos do agronegócio para o Brasil foram: Argentina (US$ 230,78 milhões; participação de 27,6%), União Europeia (US$ 181,90 milhões; participação de 21,8%), Estados Unidos (US$ 84,66 milhões; participação de 10,1%), China (US$ 75,59 milhões; participação de 9,0%) e Chile (US$ 58,83 milhões; participação de 7,0%).

China

O mercado chinês adquiriu 44,9% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio, chegando a US$ 4,91 bilhões em aquisições (+50,4%). O país asiático foi o maior importador da soja em grão brasileira, das carnes (bovina, suína e de aves), do açúcar e da celulose.

O país asiático importou 71,5% de soja em grãos, o que corresponde a US$ 3,70 bilhões do grão.

Já as aquisições de carne brasileira foram de US$ 870,84 milhões, considerando o mercado de Hong Kong. Desta forma, 55% do valor total exportado pelo Brasil foi para a China nesse mês de maio.

A China aparece novamente como maior importadora de açúcar, adquirindo 21,7% de todo o valor exportado pelo Brasil do produto ou US$ 166,42 milhões. De acordo com a análise da SCRI, a quebra da safra indiana de açúcar e o aumento das aquisições chinesas do produto explicam o incremento de nossas exportações, alcançando no total US$ 767 milhões.

A celulose também foi destaque para o mercado chinês que adquiriu US$ 242,03 milhões, ou 41,4% do total exportado pelo Brasil. As informações são do Ministério da Agricultura.

 

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