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Brasil As gravações dos depoimentos de réus e delatores da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro contêm cenas cômicas, constrangimentos e dramas familiares

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Registros são coordenados pelo próprio juiz federal Marcelo Bretas. (Foto: Reprodução)

Uma semana sim, outra também, a TV reproduz as imagens de depoimentos dos processos do ex-governador fluminense Sérgio Cabral (2007-2014) na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, onde são julgados os casos da Operação Lava-Jato no Estado. No entanto, há um punhado de cenas de bastidores nem sempre contadas e que envolvem dramas familiares, momentos cômicos e outras tantas curiosidades.

Essas gravações reproduzidas pelas emissoras são coordenadas pelo próprio juiz federal Marcelo Bretas, que, com um controle-remoto em mãos, desloca a câmera para um lado e para o outro. Até Cabral já brincou com esse “trabalho-extra” do magistrado: “Vejo que vossa excelência é o editor da área. Como sou jornalista, reparei logo que é o senhor quem faz a edição”.

No depoimento de um empreiteiro, por exemplo, a gravação falhou. Buscaram o empresário corredor afora, quando ele já se preparava para ir embora. Ele teve que repetir tudo. “Acredite, isso é mais difícil para mim do que para o senhor”, lamentou Bretas na ocasião.

Por falar em imagens, Cabral já reclamou que os telejornais sempre colocam o vídeo em que ele aparece em Curitiba (PR), com as mãos para trás, como se estivesse algemado. Quando o ex-governador depõe no mesmo dia que a sua mulher, a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, Bretas, a pedido das defesas, concede dez minutos para que o casal possa conversar, acompanhado da escolta.

Tragicomédias

Nos depoimentos, os réus aproveitam mesmo é para ficar perto da família. Operador de Cabral, delator e preso desde novembro de 2016, Carlos Miranda conheceu a neta recém-nascida na sala de audiências, durante um depoimento em outubro. Perguntou ao juiz se podia pegá-la no colo, no que foi atendido.

“Isso dá energia para um mês, né?”, sussurrou para Miranda o empresário Marco Antônio De Luca, acusado de pagar propina a Cabral. O próprio De Luca protagonizou um momento cômico na mesma audiência. A defesa do ex-presidente do TCE-RS (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) Jonas Lopes pediu que o empresário, citado pelo ex-conselheiro em delação premiada, não estivesse na sala durante o depoimento.

Bretas disse que, se quisesse, De Luca poderia ficar ao lado de fora com a mulher, ao que o empresário deu um pulo da cadeira. “Só se for agora. Agora, eu gostei!”, comemorou, arrancando risadas dos presentes.

Em outro momento divertido, o publicitário Maurício Cabral, irmão do ex-governador, dirigiu-se à imprensa após encerrar um depoimento: “Vocês ficaram com alguma dúvida?”, perguntou, também motivando largos sorrisos por parte dos repórteres.

 

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