Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de março de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Maravilhoso! Essa é a expressão que podemos utilizar, sem ironia, para resumir o sentimento que envolveu observadores do domingo dia 13. Manifestações em 16 estados do Brasil pediram em tese o afastamento de presidenta Dilma Roussef, porém como pano de fundo apareceu em grande parte dos cidadãos vestidos de vede amarelo um repudio maciço contra a corrupção.
Eis a questão! Aqui reside o nó górdio que atrapalha de modo violento o que poderia ser uma profunda união do povo brasileiro abstraindo suas preferencia partidárias e convicções ideológicas. Vamos por partes como diria o esquartejador: todo este imbróglio que culmina com o pedido de impeachment da presidenta, começa com o denominado Petrolão. Certo? Daí aparece o doleiro, os diretores da Petrobrás, as contas em paraísos fiscais as delações premiadas e etc…e chegamos ao dia treze março 2016.
Em São Paulo com um mar de indignados na Avenida Paulista, um grupo considerável hostilizou as grandes lideranças dos tucanos que protagonizam o desejo de cassação de Dilma, pois não aceitam a derrota democrática nas urnas. Aécio Neves e Geraldo Alckmin saíram escoltados por seguranças, abandonando a passeata.
Aqui em Porto alegre, como imaginei consagramos a robustez da democracia. Segundo avaliações cem mil contra Dilma no Parcão e cinquenta mil a favor na Redenção. Que seja. A questão é, no entanto, um pouco mais profunda. Ora em 1989 o jornalista Ricardo Boechat, chegou a vencer um prêmio Esso ao denunciar roubos na Petrobrás, ele mesmo relembrou o fato para contradizer a informação distorcida de que tudo começou a partir de 2001.
Em outubro de 1996 no programa Manhattan Connection o jornalista Paulo Francis denunciava corrupção na Petrobras revelando que banqueiros Suíços “gostavam” muito dos brasileiros (diretores da estatal) que depositavam U$ 50 milhões em contas secretas. Foi processado com pedido de cem milhões de dólares de indenização. Morreu fulminado por um infarto dia sete de fevereiro de 1997.
Ricardo Semler, empresário filiado ao PSDB escreveu e assinou artigo em 21.11.2014 na Folha de São Paulo: “Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão – cem vezes mais do que o caso Petrobras – pelos empresários?
O texto é longo, sugiro a leitura completa. Comemorando as passeatas de ontem a pergunta que fica é por que querem derrubar justamente o governo que finalmente vinte e tantos anos depois de denuncias feitas em rede aberta por jornalistas e empresários sérios mandou, ou tudo bem, permitiu que a Policia Federal cumprisse com o seu papel constitucional investigando crimes contra o erário publico etc…? Talvez seja caso de uma junta psiquiátrica.
Para concluir: o que tira a esperança de que o melhor para o Brasil aconteça é que infelizmente não seremos nós eleitores que decidiremos a questão num referendo de confirmação do governo Dilma, por que não? Infelizmente a decisão está nas mãos de um Congresso Nacional absolutamente sem moral para qualquer ato. Estamos no mato sem cachorro! Atos a favor ou contra Dilma não fazem sequer cócegas nas consciências de uma maioria de deputados e senadores. Quem poderá nos salvar! Mesmo assim viva lá Democracia!!!
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Os comentários estão desativados.