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Brasil As manobras de Eduardo Cunha no Conselho de Ética causaram desconforto na cúpula do PMDB

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O processo contra Cunha é o mais longo da história do Conselho de Ética (Foto: Jorge William/AG)

Integrantes da cúpula do PMDB ligados ao vice-presidente Michel Temer avaliam que o ousado movimento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para inviabilizar a sessão do Conselho de Ética, deixou-o em situação ainda mais vulnerável e já demonstram preocupação com a disputa que pode tirar a sigla da liderança da Casa.
Os peemedebistas destacam que o comando da Câmara é crucial para o projeto político do PMDB de aumentar a hegemonia nas eleições municipais de 2016 e, principalmente, para uma candidatura presidencial em 2018.
Há um temor de que, com o enfraquecimento cada vez maior de Cunha diante de seus pares, a sucessão pela presidência da Câmara adquira uma dinâmica incontrolável que não termine com o que consideram um movimento natural, que seria a manutenção do cargo com o PMDB, por ser o maior partido na Casa.
As manobras de Cunha para tentar impedir a abertura de processo contra ele no Conselho de Ética da Casa causaram desconforto na cúpula do PMDB. A operação foi considerada “muito truculenta” pela direção partidária. Não é tradição do PMDB, no entanto, tomar a iniciativa de punir seus integrantes, ainda que haja um sentimento de que o partido começa a ser prejudicado pela exposição negativa. (AE)

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