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Notícias As redes de saúde do Rio Grande do Sul já recebem orientações sobre o que fazer diante de eventual suspeita de doença respiratória causada pelo coronavírus

Único caso analisado pelas autoridades brasileiras ocorreu em Minas Gerais, mas não se confirmou. (Foto: EBC)

A SES (Secretaria Estadual da Saúde) está orientando as redes pública e particular do setor sobre a notificação de casos suspeitos de doença respiratória causada pelo coronavírus, que já matou ao menos 18 pessoas na China. Esse trabalho tem por base as recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde) e do governo federal, que lançou um boletim epidemiológico sobre o tema.

Desde dezembro, quando as autoridades do país asiático detectaram casos de doença respiratória provocada pelo coronavírus, os Estados brasileiros vêm efetuando um monitoramento constante, de forma conjunta com o Ministério da Saúde. Um alerta já foi emitido para eventuais casos de pessoas com sintomas suspeitos e que tenham histórico de viagem, nos últimos 14 dias, para áreas de transmissão.

Os sintomas clínicos são principalmente respiratórios, como febre, tosse e dificuldade para respirar. Já os casos mais graves podem evoluir para pneumonia. Ao menos até o momento, o Rio Grande do Sul não teve qualquer ocorrência relacionada ao coronavírus, a exemplo de praticamente todos os Estados.

Conforme o Ministério, o único caso suspeito até agora no País foi notificado na quarta-feira, mas já está descartado: tratava-se de uma pessoa que passou 18 dias trabalhando na China e procurou atendimento médico em Minas Gerais, devido a um quadro de febre e tosse. Os exames, porém, deram negativo para o coronavírus e o paciente já está em casa.

O que fazer

Para os casos suspeitos, o Cevs (Centro Estadual de Vigilância em Saúde) da Secretaria da Saúde ressaltou no site oficial do governo gaúcho as seguintes recomendações:

– O paciente deve usar máscara cirúrgica logo no início e ser mantido em quarto privativo;

– Profissionais devem usar medidas-padrão de precaução;

– Casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência;

– Situações consideradas leves devem ser acompanhadas por serviço de atenção básica em saúde;

Em âmbito nacional

– Nos pontos de entrada no País, os agentes devem estar atentos para a identificação de casos suspeitos;

– A notificação às autoridades de saúde deve ser feita de forma imediata;

– Devem ser elaborados avisos sonoros com recomendações sobre sinais, sintomas e cuidados básicos;

– Procedimentos como limpeza e desinfecção de EPIs (equipamentos de proteção individual) são fundamentais;

– Equipes dos postos médicos precisam estar tecnicamente preparadas para a detecção de casos suspeitos;

– Igualmente decisivo é o atendimento a possíveis solicitações de listas de viajantes para investigação de situações de risco.

(Marcello Campos)

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