Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 13 de dezembro de 2018
As vendas do comércio varejista nacional caíram 0,4% em outubro na comparação com setembro, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral ficou estável em 0,1%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Na série sem ajuste sazonal, frente a outubro de 2017, o comércio varejista cresceu 1,9%. O acumulado no ano subiu 2,2% e o nos últimos 12 meses ficou praticamente estável, ao passar de 2,8% em setembro para 2,7% em outubro.
O comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, variou -0,2% em relação a setembro. A média móvel trimestral foi de 0,8%. Em relação a outubro de 2017, o comércio varejista ampliado cresceu 6,2%, a décima oitava alta consecutiva. O acumulado no ano subiu 5,3%, e o dos últimos 12 meses ficou praticamente estável: passou de 5,8% em setembro para 5,7% em outubro.
Cinco das oito atividades têm queda
A variação de -0,4% nas vendas do comércio varejista na passagem de setembro para outubro de 2018, na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por resultados negativos em cinco das oito atividades pesquisadas: livros, jornais, revistas e papelaria (-7,4%), móveis e eletrodomésticos (-2,5%), tecidos, vestuário e calçados (-2,0%), combustíveis e lubrificantes (-1,2%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,8%).
Já as atividades com altas nas vendas foram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,3%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,9%).
No comércio varejista ampliado, as vendas em outubro variaram -0,2% frente a setembro de 2018, na série com ajuste sazonal. Veículos, motos, partes e peças ficou estável (0,1%), enquanto material de construção subiu 1,3%, ambos, respectivamente, após recuos de 0,1% e 1,5% no mês anterior.
O comércio varejista avançou 1,9% frente a outubro de 2017, na série sem ajuste sazonal, com taxas positivas em cinco das oito atividades. Os destaques foram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,2%), seguido por outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,8%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,8%).
Outras atividades em alta foram tecidos, vestuário e calçados (4,1%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,2%). Já as quedas ficaram concentradas em combustíveis e lubrificantes (-5,7%), setor que exerceu o principal impacto negativo na formação da taxa global, seguido por móveis e eletrodomésticos (-1,8%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-23,1%).
O comércio varejista ampliado cresceu 6,2% frente a outubro de 2017, a décima oitava taxa positiva seguida. O resultado de outubro de 2018 refletiu, principalmente, as altas de 20,1% em veículos, motos, partes e peças, e de 6,6% em material de construção.
Resultados por atividade
O grupo hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo avançou 2,2% em comparação a outubro de 2017, a décima nona taxa positiva consecutiva, com ganho de ritmo em relação a setembro (0,5%). A atividade exerceu o principal impacto positivo na taxa global do varejo. O acumulado nos últimos 12 meses ficou em 4,4%, uma estabilidade em relação ao acumulado até setembro (4,4%).
Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que contempla lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos etc, cresceu 7,8% em relação a outubro de 2017. O resultado mostrou ganho de ritmo em relação a setembro (4,0%) e exerceu a segunda maior contribuição ao resultado geral do varejo. Com isso, o acumulado nos últimos 12 meses avançou 6,4%, e ganhou ritmo em relação a setembro (6%) nessa comparação.
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