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Brasil As vendas no comércio sobem pelo terceiro mês seguido

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As vendas dos supermercados avançaram. (Foto: ABr)

O volume de vendas no comércio varejista cresceu 1,2% na passagem de maio para junho. Já a receita nominal teve expansão de 0,8%. Em ambos indicadores, o setor apresentou a terceira alta consecutiva neste tipo de comparação temporal. Os dados da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) foram divulgados hoje (15), no Rio de Janeiro, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na comparação com junho de 2016, as vendas tiveram alta de 3% no volume e 2,4% na receita. No acumulado do ano, apesar de registrar queda de 0,1% no volume, houve alta de 1,9% na receita. No acumulado de 12 meses, o mesmo comportamento, queda de 3% no volume e alta de 3,2% na receita.

Na passagem de maio para junho, seis das oito atividades do comércio varejista tiveram alta no volume de vendas, com destaque para os setores de tecidos, vestuário e calçados (5,4%) e de livros, jornais, revistas e papelaria (4,5%).

Também anotaram alta os setores de combustíveis e lubrificantes (1,2%), móveis e eletrodomésticos (2,2%), artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria (1,5%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,7%).

Por outro lado, duas atividades tiveram queda no volume: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,6%) e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,4%).

Varejo ampliado

No chamado varejo ampliado, que considera oito atividades varejistas, além de veículos e peças e materiais de construção, o volume de vendas teve alta de 2,5% em junho, depois de uma queda de 0,2% em maio. Os veículos, motos e peças registraram alta de 3,8%, enquanto os materiais de construção cresceram 1%.

Na comparação com junho de 2016, o varejo ampliado teve alta de 4,4%. No acumulado do ano, a alta é de 0,3%. Já no acumulado de 12 meses, o volume de vendas acumula queda de 4,1%.

Investimentos do BNDES em empresas foram fator decisivo para lucro de R$ 1,3 bi

O desempenho das empresas em que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) tem investimentos, por meio de sua subsidiária BNDESPAR (BNDES Participações), foi um fator decisivo para o lucro líquido de R$ 1,34 bilhão, registrado no primeiro semestre deste ano, de acordo com a superintendente da Área de Controladoria da instituição, Vania Borgerth. O resultado foi divulgado na segunda-feira (14). “Foi um primeiro semestre bastante positivo comparado ao mesmo período do ano passado”, disse. No primeiro semestre de 2016, o BNDES teve prejuízo de R$ 2, 17 bilhões.

O BNDES não fez provisão para perda e o resultado obtido com dividendos e juros sobre capital próprio nesses investimentos mostra que o desempenho das empresas tem se recuperado nos últimos tempos. Segundo Vania, as condições melhoraram de forma considerável do primeiro semestre do ano passado para cá. O comportamento da Bolsa de Valores e do mercado contribuiu para o resultado. Além de as empresas nas quais a BNDESPAR tem participações não terem demandado novas perdas nesse primeiro semestre de 2017, a superintendente disse que o BNDES também teve um desempenho bem mais favorável que o ocorrido no primeiro semestre de 2016. (ABr)

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