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Curiosidades Assédio, nudez e piadas sexuais: ex-apresentador do MasterChef é alvo de 83 denúncias por conduta imprópria

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Diante da repercussão, Wallace foi demitido na semana passada. (Foto: Reprodução)

Um relatório independente encomendado pela produtora Banijay, responsável pelo MasterChef no Reino Unido, confirmou 45 acusações contra o apresentador Gregg Wallace, entre elas uma de contato físico indesejado e três episódios nos quais ele teria ficado sem roupa em ambientes de trabalho. No total, 83 alegações foram analisadas, a maioria relacionada a linguagem e comportamento sexual inapropriados, além de comentários culturalmente insensíveis e racistas.

A investigação, conduzida por um escritório de advocacia externo, foi solicitada após uma reportagem da BBC News revelar denúncias contra Wallace. Desde então, pelo menos 50 pessoas procuraram a emissora para relatar experiências com o apresentador, não apenas nos bastidores do MasterChef, mas também em premiações, casas noturnas e outros programas de TV.

Diante da repercussão, Wallace foi demitido na semana passada. Em nota anterior à divulgação do relatório, ele alegou que havia sido inocentado das “acusações mais sérias e sensacionalistas”. No entanto, o documento confirma um padrão de comportamento inadequado ao longo de quase duas décadas – entre 2005 e 2024.

Além das acusações contra Wallace, o relatório identificou dez outras denúncias contra profissionais distintos, sendo duas comprovadas: ambas relacionadas a uso de linguagem ofensiva, uma com palavrões e outra com teor racista.

Durante o curso da apuração, Wallace foi diagnosticado com autismo, o que foi citado no relatório como um fator que “deve ser considerado no contexto de sua neurodiversidade”. A menção gerou críticas de instituições de apoio a pessoas autistas, que consideraram indevida a associação entre o diagnóstico e a conduta do apresentador.

“Lamentamos profundamente qualquer pessoa que tenha sido afetada por esse comportamento e não tenha se sentido capaz de se manifestar na época, ou cuja queixa não tenha sido tratada adequadamente”, disse Patrick Holland, presidente-executivo da Banijay UK. Ele admitiu que, por anos, os procedimentos para lidar com esse tipo de situação foram falhos.

A BBC também reconheceu omissões. Em comunicado, a emissora afirmou que, embora não tivesse conhecimento total dos problemas à época, perdeu oportunidades de agir. “Aceitamos que mais poderia e deveria ter sido feito antes”, disse a nota. A emissora pediu desculpas às vítimas e afirmou que não tem planos de voltar a trabalhar com Wallace. As informações são do jornal O Globo.

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