Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020

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Brasil Associação de juízes condena vandalismo no prédio da presidente do Supremo

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Integrantes do MBL e do Vem Pra Rua limparam a tinta que tomou toda a entrada do imóvel. (Foto: Reprodução/Twitter MBL)

A Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) divulgou manifestação depois que os militantes do PT jogaram tinta vermelha no edifício em que a ministra do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, mantém um apartamento em Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Assinada pelo presidente Guilherme Guimarães Feliciano, a nota afirma que “não é absolutamente razoável que um magistrado, desde a primeira instância do Judiciário até a Suprema Corte brasileira, veja-se constrangido, punido ou de algum modo violado pelo conteúdo das suas decisões, quando prolatadas no bojo de processos judiciais”.

AMB

A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) também repudiou os atos de vandalismo. A entidade disse ainda que “tem advertido constantemente para os riscos que a democracia brasileira tem corrido, pela intolerância que determinados segmentos tem pregado, com incitações à quebra da normalidade democrática”.

OAB

O vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Luís Cláudio Chaves, disse que qualquer ataque a magistrados no exercício da função jurisdicional tem que ser repudiado.

Limpeza do edifício

Após a pichação ao prédio onde a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, tem um apartamento em Belo Horizonte, um grupo se mobilizou, na manhã desse sábado, para fazer a limpeza do edifício.

Enrolados em bandeiras do Brasil, integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre) e do Vem Pra Rua usaram vassouras para tentar remover a tinta que tomou toda a entrada do imóvel e também paredes de um prédio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Flores foram deixadas no local.

O prédio de Cármen Lúcia foi pichado com tinta vermelha na tarde de sexta-feira por um grupo de pessoas que estavam mascaradas e desceram de quatro ônibus. A ministra não estava no local no momento do ataque. No prédio do MPMG, foram pichadas críticas ao presidente Michel Temer e ao juiz Sérgio Moro.

No fim da noite de sexta, a PM (Polícia Militar) prendeu dois suspeitos, de 21 e 24 anos. De acordo com a corporação, um dos presos é suspeito de pichar o edifício, e o outro é suspeito de dar fuga a ele.

Os ônibus em que os militantes estavam foram rastreados pelas placas até a Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte, e, segundo a PM, foram revistados e os policiais apreenderam quatro facões, duas facas e seis porretes de madeira. Os presos e o material apreendido foram encaminhados para a Central de Flagrantes II da Polícia Civil.

O delegado José Luiz Quintão, que investiga o caso, informou que um dos detidos foi identificado por meio de imagens registradas no momento do ataque. Segundo a assessoria da Polícia Civil, os homens foram liberados após assinarem um Termo Circunstanciado de Ocorrência pela infração penal de pichação. Eles também deverão comparecer a uma audiência na Justiça.

A assessoria do STF confirmou que a ministra tem um apartamento no prédio e que fica no imóvel a cada 20 dias, quando está em Belo Horizonte.

MST assume ataque

Em uma rede social, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) assumiu a autoria do ataque em conjunto com o Levante Popular da Juventude.

No post, o movimento disse que cerca de 450 integrantes chegaram por volta das 16h20min em frente ao prédio da ministra. No texto, ele descreve que “foram atiradas bombas de tintas e feitas pichações nos muros e calçadas do prédio onde a golpista reside numa cobertura”.

“Não vamos dar descanso para toda essa corja que deturpa as leis para beneficiar interesses do capital. Assistimos essa semana que o Supremo é tão golpista quanto Temer”, afirmou no post Miriam Muniz, da direção do MST.

 

 

 

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