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Tecnologia Astrônomos observam a estrela individual mais distante do universo

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A imagem mostra captura de "Ícaro" pelo Telescópio Espacial Hubble. A imagem da esquerda mostra o aglomerado de galáxias MACS J1149 + 2223 e a posição de Ícaro. Já a imagem no canto esquerdo superior mostra como o Ícaro não era visível em 2011 e se tornou visível em 2016. (Foto: Nasa)

A estrela individual mais distante no universo foi observada a 9 bilhões de anos-luz da Terra, relata estudo publicado na Nature Astronomy. Normalmente, os astrônomos conseguem identificar mais facilmente as galáxias, que possuem cerca de 10 bilhões de estrelas.

Já as estrelas individuais são mais difíceis de detectar por possuírem luz fraca. Para observá-las, os pesquisadores ampliaram a luz da estrela em 2000 vezes para que ela pudesse ser mais facilmente descrita.

A estrela individual foi encontrada acidentalmente, enquanto astrônomos observavam galáxias a 5 bilhões de anos-luz de distância com o Telescópio Espacial Hubble. Nessa observação, eles notaram uma luz mais apagada ao fundo. Em um primeiro momento, pensaram que tratava-se de uma estrela no fim da vida; depois, com uma análise mais detalhada, viram que se tratava de uma estrela individual.

A observação da estrela foi possível por um fenômeno chamado de “lente gravitacional’, quando um objeto à frente consegue ampliar a luz de outros diretamente atrás dele. A estrela foi batizada de Ícaro. Na mitologia grega, Ícaro é um herói que não ouviu os conselhos do pai e tentou voar próximo ao Sol.

Super orçamento da Nasa

A Câmara e o Senado norte-americanos aprovaram uma verba de  20,7 bilhões de dólares para o ano de 2018 para a Nasa. Isso mostra o interesse das Casas no projeto espacial do país, uma vez que o governo havia requisitado 19,1 bilhões de dólares.

Com isso, a agência espacial passar a ter a maior verba desde 2009, mesmo contando infrações. Em dezembro, o presidente Donald Trump aprovou o Space Policy Directive-1, política que redireciona a NASA para o projeto de levar o homem novamente à Lua, com a intenção futura de chegar a Marte. Tal projeto será feito em duas etapas: em 2019, a agência deve fazer o lançamento da cápsula Orion, em uma missão não tripulada para preparar o envio de seres humanos em 2022. Para a missão tripulada, a Nasa está desenvolvendo o seu próprio foguete chamado Space Launch System (SLS). Ele será mais potente que o Falcon Heavy, da SpaceX, e já custou aos Estados Unidos 19 bilhões de dólares na última década, sendo que cada voo tem estimativa de pelo menos 1 bilhão de dólares. O montante contempla este projeto.

Mesmo com o projeto em andamento, o governo Trump era avesso a outros planos da Nasa. A Casa Branca não queria aprovar verba destinada a programas de observação da Terra e investigação da mudanças climáticas, tema este considerado como fake news pelo presidente norte-americano. Outros projetos educacionais e o desenvolvimento do satélite WFIRST também estavam na lista de cortes do governo.

Contudo, Câmara e Senado aprovaram verbas para todos estes projetos, além de um orçamento de 23 milhões de dólares para o desenvolvimento de um mini-helicóptero que viajaria a Marte acompanhando o jipe Mars 2020.

Polêmica

Embora tenha orçamento para produção do foguete, o SLS é alvo de críticas por conta de seu custo. A proposta é de que a NASA trabalhe em parceria com a SpaceX para utilizar o Falcon Heavy, foguete testado em fevereiro deste ano. O foguete da empresa de Elon Musk é mais barato, com o custo de 90 milhões de dólares por voo. Segundo estimativa da NextGen Space, ao utilizar a tecnologia da SpaceX, a Nasa poderia completar o projeto de voltar à Lua com 10 bilhões de dólares nos próximos 7 anos, em contrapartida a outros 19 bilhões da SLS. A economia poderia redirecionar o orçamento para outros projetos como módulos, robôs e estações ainda mais desenvolvidos.

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