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Mundo Ataque ao Irã não foi nada perto do que virá, diz o governo de Israel

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"Teerã vai queimar", ameaçou o ministro da Defesa do Estado judeu.

Foto: Reprodução
"Teerã vai queimar", ameaçou o ministro da Defesa do Estado judeu. (Foto: Reprodução)

A guerra aérea entre Israel e o Irã prosseguiu com violência neste sábado (14), com nova troca de ataque entre os dois países. “O que eles sentiram até aqui não é nada comparado com o que eles receberão nos próximos dias”, disse o premiê do Estado judeu, Binyamin Netanyahu.

Antes, a retórica já estava inflamada. “Teerã vai queimar”, ameaçou o ministro da Defesa do Estado judeu, Israel Katz, após uma ação na capital adversária ter matado 60 pessoas segundo o governo local.

O regime também confirmou neste sábado a morte de Ali Shamkhani, chefe de gabinete e principal conselheiro do aiatolá e líder supremo, Ali Khamenei. Ele estava internado após ter sido um dos alvos da primeira leva de bombas de Israel, na madrugada de sexta (13).

Houve forte bombardeio à capital iraniana mirando suas defesas aéreas, e um complexo habitacional foi atingido. Explosões atingiram bases militares em todo o país e dois relatos que podem adicionar uma nova dimensão ao conflito: um incêndio em uma refinaria em Tabriz (norte) e explosões num centro de extração de gás natural em Bushehr (sul).

Israel também afirmou ter finalizado a destruição dos sistemas de defesa entre o oeste do Irã e Teerã, abrindo um corredor seguro para suas aeronaves atacarem toda a região.

Do lado iraniano, a retaliação contra a ação iniciada por Israel durou a noite toda. Ao todos, já foram ao menos cinco barragens de mísseis balísticos —as duas primeiras e maiores envolveram cerca de cem armamentos, enquanto as restantes empregaram talvez mais 150, embora o número não esteja claro. Também foram lançados dezenas de drones.

Houve três mortes e ao menos 80 feridos. “Passei a noite no abrigo do prédio, as sirenes não paravam”, disse por mensagem Rafi Kummer, um analista de TI de Tel Aviv que na véspera parecia descrente de uma reação tão forte. “Pensei que tínhamos anulado eles no primeiro ataque, mas guerra é isso.”

“Se [o líder supremo iraniano, Ali] Khamenei continuar a disparar mísseis na frente doméstica em Israel, Teerã vai queimar”, disse em nota o ministro Katz, que faz parte da linha-dura do governo Netanyahu.

Na mão inversa, o governo iraniano prometeu atacar quaisquer potências externas que impeçam sua retaliação, nominalmente os Estados Unidos, o Reino Unido e a França, que por ora apoiam Tel Aviv sem entrar na briga. Há relatos de que americanos auxiliaram a derrubar drones iranianos no mar Vermelho, sem confirmação oficial.

Dois membros da Guarda Revolucionária, principal unidade militar do país, morreram no bombardeio contra uma base no centro do país, de acordo com a agência de notícias Tasnim. A crise começou na madrugada da sexta (13), quando Tel Aviv lançou um mega-ataque aéreo a 150 alvos no Irã, visando desabilitar o programa nuclear do país, para evitar que os aiatolás desenvolvam a bomba atômica.

Segundo as Forças de Defesa de Israel, duas centrais nucleares principais, em Natanz e Isfahan, foram bastante afetadas e levarão semanas para voltar a operar. Nove cientistas do programa atômico rival foram mortos em ataques de precisão.

Os militares negaram ter agido contra a central de Fordow, como havia dito a mídia estatal iraniana, mas a essa altura a guerra de desinformação mútua já segue a todo vapor.

A noite de terror nos dois países não parece ter data para acabar. Israel modificou sua diretriz de prioridades da guerra que trava contra os rivais regionais desde que o grupo terrorista Hamas, apoiado por Teerã, atacou o país em 7 de outubro de 2023. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

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Vanderlei Stefani
15 de junho de 2025 00:33

Um novo episódio de violência marcou a Faixa de Gaza neste sábado (14). Pelo menos 45 palestinos morreram após um bombardeio israelense atingir uma área próxima a um ponto de entrega de alimentos. O local era ligado à Fundação Humanitária de Gaza (GHF), organização apoiada pelos Estados Unidos, e concentrava centenas de pessoas em busca de comida em meio à crise humanitária

Vanderlei Ochoa
15 de junho de 2025 10:42

Crianças e mulheres são as maiores vítimas da guerra na Faixa de Gaza, ressaltam debatedores

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Vanderlei Stefani
15 de junho de 2025 13:33

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